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A mostrar mensagens de Maio, 2012

Roubados de fresco

"Trilhar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um estalo doí, dar um pontapé num móvel quando estamos descalços dói, bater com a cabeça na quina duma mesa, morder a língua, as cólicas menstruais e as cáries... ui e pedras no rim então nem se fala. Mas dói muito mais quando nos desiludimos com alguém. Sempre tive muito cuidado quando se trata de amizades e amores. E também sempre me custou mais entender como numa amizade se pode falhar com o outro lado. Custa-me muito mais do que no amor. A amizade é diferente. Pelo menos deveria ser. Desde sempre que me lembro de fazer o possível e o impossível para magoar o menos possível as pessoas que sei que gostam de mim. Já calei muitas vezes para não ferir um coração. E admito que já menti para proteger um amigo. Já fiz das tripas coração para enfrentar uma situação porque seria a única maneira de diminuir a dor de alguém prejudicando-me. E depois tantas e tantas vezes chorei escondida para não preo…
Chateia-me deixar-te e continuar a sentir-te... Tão presentecomo quando não estavas, tão longe como quando estavas, chateia-me... Porque não sei quando voltaremos a estar e a ser... E nesses entretantos o que me sobra é o teu cheiro espalhado por este quarto, que mais que teu, foi nosso, só nosso...

Frase muito solta

Só vais encontrar o caminho certo quando deres conta dos errados...Enquanto isso, resta-te pouco, resta-te errar até encontrares o que procuras... Porque ninguém sabe o que procura até encontrar...
Sabes, que no meio de todos os objectivos que tinha traçado, não houve muitos
que conseguisse realizar... Sabes que houve outros tantos que não fazia ideia
que ia atingir e acabaram por me interceptar, numa viagem que acabou por não
ser só nossa... Houve gente no caminho que não tinha planeado, houve situações
para as quais não estava preparado, mas no meio de tudo isto nunca me esqueci
de ti... Mesmo quando tudo correu mal, apesar de te não culpar, perguntava
onde estavas... E agora, agradeço-te por me teres deixado ir, até onde sabias
que podias chegar a mim, com a mesma facilidade de sempre... Fizeste, embora
conscientemente o que eu fiz contigo inconscientemente... Se te chamo calculista?
não... Digo-te apenas que me conheces melhor que toda a gente e acima disso,
conheces-me melhor que eu próprio... Sim, também te conheço melhor que toda a
gente... És o unico objectivo que quase tentei traçar e falhei por completo
e me apareces no meio dos objectivos que eu acabei por esquecer... Se vai
corre…

Especial

Porque o mundo sem tiria faria todo o sentido,
mas para mim não seria bem bem a mesma coisa.
Sim, podia viver sem ti, mas como se diz, nao
era a mesma coisa, ou mais pessoal, nada seria
tão especial se não estivesses "por perto".
A ti, que tens a capacidade de tornar o simples
em complexo, a ti que reparas em tudo o que me
escapa, a mim que reparo em tudo o que tu nao
queres ver, aos outros que "criticam" o que
vemos, a eles que nos acompanha, se riem, nos
fazem rir, a nós todos que apesar de andarmos
sempre "à bulha", acabamos por nos dar como
ninguém e acabamos por ser o que todos gostariam
de ser, os melhores. Porque ser melhor é isso, é
ser criticado pelos demais e adorados pelos de
menos, sim porque os de menos são os amigos
que cada vez são menos, menos, mas bons!!

Hindi Zahra - Stand Up

A.C.

Por muito que me queira separar do que fomos, resta-me sempre o tudo que poderíamos ter sido, apesar do nada que acabamos por ser... E é essa sobra que me faz não querer ver o futuro sem ti! É essa sobra que me não permite ninguém ocupar esse espaço que sempre foi teu, é essa sobra que, por vezes, me faz levantar e continuar a lutar pelo que, provavelmente, nunca será... És tu, que indirectamente, me fazes acreditar que ainda é possivel acreditar nas pessoas que nos rodeiam, és tu que fazes com que não questione todos os meus princípios, que entretanto, se foram desmoronando e acabaram por construir um caos que ainda não consigo controlar... És tu que ainda me fazes esperar pelo nada que aí vem... É em ti que penso quando nada faz sentido... Mas é em mim que vais buscar muito daquilo que queres dos outros e embora nunca me tenhas dito, é em mim que encontras forças para continuar a lutar por tudo em que ainda acreditas.... Seria por nós que eu teria escrito isto, noutra altura, num passado que em …

Taj Mahal

Compõe-te!!
Os que te conhecem verdadeiramente, conhecem os teus limites,
as tuas limitações, os teus medos, as tuas fraquezas, enfim, sabem
de tudo o que não és capaz, conhecem a tua falta de coragem em
relação a tantas e muitas coisas. Os outros, os que julgam que
te conhecem, têm a certeza de que és capaz de tudo, de que não
tens medo a nada, de que não há limites para a tua saudavel e
inagualavel loucura, esses sabem, com a certeza de quem viu a
terra nascer, que não há nada nem ninguém que te possa abalar
os principios, nada nem ninguém que te possa fazer questionar
todo o teu trajecto... Esses, esses não sabem nada e dizem para
que toda a gente ouça que te conhecem como ninguém, transparente.
Os que te conhecem verdadeiramente, nunca têm certezas e são
esses que te hão-de sempre fazer falta, para te darem o que te
falta quando não tens coragem ou vontade... Os outros apenas
te dirão o que queres e precisas ouvir para ficares onde estás...

É o tudo ou nada!!

Há o passado e com ele a noção de muitos dos erros que cometeste,vem o futuro e apercebes-te de que podes ou não voltar a repetir esses erros... Deixas de pensar e agir de acordo com o coração e ponderas todas as probabilidades, pensas no que poderá acontecer se te voltares a deixar levar... Reparas que, no passado, sempre que te deixaste levar, o que te restou foi nada e nada é precisamente o que voltas a não precisar... Analisas todas as atitudes dos que te rodeiam e pensas se essas atitudes te vão, ou não, te levar a nada... E depois de tudo, perdeste a espontaneidade, mas sentes-te seguro, nesse sítio onde não dás margem àqueles que te possam eventualmente magoar, afasta-los conscientemente e acabas por te arrepender, mas no fim dás conta de que pelo menos ainda te restou alguma coisa, e o nada que temias está longe, mas no fundo percebes que perdeste tudo...
Os Sábados à noite têm uma coisa fantástica que, pelo menos para mim,
me salvam de muitas e determinadas situações e naquilo que poderia
ser o que muitas pessoas chamam de peso de consciência... Quando saio
ao Domingo com pessoas que se me cruzaram na noite de Sábado, acabo
por descobrir coisas fantásticas acerca da noite anterior... Não percebo
bem porquê, mas depois de uns quantos copos, vagueio pela noite, ora
bem humorado, ora mal, vai do estado de espírito, sem qualquer seriedade.
Faço coisas malucas, tento espancar alguém, quase que choro por não sei
quê, atravesso o carro algures, fico insuportável, tudo isto sem dar conta.
E ao outro dia acordo e digo, "Eh pa, grande noite, curti que ui!!", depois
ouço o lado dos outros e penso... "Estes não são nada divertidos", eu sou
capaz de, nessas noites, quando o alcool ultrapassa os valores aceites
pela sociedade, sou capaz de ver coisas que não lembra a ninguém, a ninguém.
Mas vá, já começo a encontrar uma ou outra pessoa qu…
Há gente que de manhã, antes de sair de casa, devia dar uma ou outra cabeçada
na porta, não é por nada, mas há pessoas completamente insuportaveis e eu só
começo a acordar por volta do meio dia... Portanto, pessoas que acordam muito
mal dispostas, quando precisarem falar para mim de manhã não o façam, porque
a única coisa que retenho e digo mesmo, a única coisa, é um "nhnhnh nhnhnhnnh"
e só me lembro que as pessoas que falam alto não têm razão, já dizia alguém que
me não lembro, e acabo por mandar essa pessoa para o (...), porque penso que
nunca na vida será importante!! Não és tu, é o assunto e depois do assunto és tu!
Nunca, em toda a minha vida, ou do que restar dela, whatever, me será importante.
Não é por mal, é por feitio, no meu feitio pessoas como tu não encaixam... Lego.

Eu não devia dizer isto, mas...

Sabes, Cidade, que esta semana o teu sangue é negro porque te corre nas artérias a rapaziada de capa e batina.

Sabes, Cidade, que nesta semana é por ti que se alinham nas margens das ruas as mães e os padrinhos, os irmãos mais novos e as lágrimas dos avós. Sabes que é por ti que se lançam no ar os ramos de flores, que se enfeitam os carros, que se afinam as guitarras portuguesas e os cavaquinhos. Sabes que é por ti que cantamos. Sabes que é em teu nome que brindamos.
Sabes, Cidade, que é para ti que nesta semana se agitam fileiras de malta em alvoroço, que é por ti que se levantam no ar estandartes de todas as cores, que é por ti que eles se abraçam, se comovem, que neles se entranham palavras de ternura e saudade.
Sabes que no fim da noite, Cidade, no silêncio de cada quarto, no abandonar da sebenta, no despir das capas e batinas, é de ti que eles se lembram...Lembra-te deles também.
Cidade nossa!

A sempre tua

"Academia"

Magnum Consilium Veteranorum

Roubado aqui: http://pensamento…
Às vezes, só dás conta do impacto do que pensas, quando acabar por
o dizer a alguém... Em voz alta... Quando ouves as tuas próprias palavras aquela que parecia apenas uma ideia, passa a ser um compromisso... Um compromisso que até nem querias assumir, mas já foi dito...
E enquanto estava por aqui a escrever, a ideia de suicidio atravessou-me
o pensamento... O suicídio por exemplo do passos coelho, com o cinto
apertadinho, ao pescoço, assim em tom de austeridade e de poupar...
"Sei que um dia te vais lembrar de mim, e os números da tua agenda passarão claramente à tua frente e não terás nenhum para marcar. Talvez até tentes o meu, mas até lá posso não atender ou talvez aquele já nem seja o meu número. Vais tentar chamar alguém, mas não vai haver ninguém que largue tudo para te ir dar um abraço. Nessa fracção de segundo, quando os teus pés perderem o chão, vais lembrar-te do meu carinho e do meu sorriso inocente, virão súbitas memórias dos nossos momentos, abraços ou até do sossego quando adormecias no meu peito. Só haverá uma música a tocar no teu rádio, a nossa... E num novo momento vais sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vais torcer bem forte para ter o nosso mundo de voltar. Vais estar deitada na tua cama, a ver televisão, como mais uma das muitas noites que aí passas, vais ouvir a chuva a cair e vais sentir um imenso vazio por não teres um grande amor para compartilhar esse momento. Não terás ninguém para brincar contigo, admirar …
O tempo passa a uma velocidade alucinante,
dizem todos os donos da razao e da verdade.
Passam pois, para aqueles que nao querem,
ou nao podem parar um bocadinho, misturarem-se
com a rotina daqueles que nao fazem outra
coisa, além da mesma coisa de sempre...
O tempo para esses tem contornos bem mais
lentos, passam devagar, como a paisagem
estactica que observamos lá fora, que
passa por nós a uma velocidade estonteante
e quando bem vistas as coisas, nós e que
passamos a "voar", como sempre...
E o amanhã chega e deixas-te levar por mais
um momento que sacrifica o teu tempo. A tua
vida, dizes só para ti que é só hoje e este "hoje"
tornou-se em dias demais, demais para apagares,
demais para esqueceres, "hoje" não te sai da
cabeças, prendes-te ao passado incoerente
do pensamento e amanhã ainda vives o "hoje"
e o que realmente queres começa a tornar-se
inalcansável. Não voltes a viver o "hoje" diz
a vozinha de culpa que vai perdendo força ao
passar do tempo, essa vozinha da razão...
E, enquanto te vejo adormecer recordo todos os dias
que te vi acordar... E lembro-me de todos os momentos que foram nossos e agora podem voltar a ser... E tu, tu estás a dormir do meu lado da cama, para não variar...
À medida que cresces e vais conhecendo as pessoas, esperas que elas,
de uma certa forma, te "acompanhem", se deixem de joguinhos e sejam francas, francas com elas e francas com as pessoas que as rodeia. Mas infelizmente, vais conhecendo muita gente, que vive no meio de tantos  joguinhos que a tua vontade é apagar tudo o que ficou para trás, tudo  o que fizeste para que um dia chegasses perto de conhecer essas pessoas, mas todos temos o direito de errar e o facto de eu estar certo não  implica necessariamente que estejas errada, implica sim que sejamos incompatíveis, que as nossas realidades nunca se cruzem...

Espera!!!!

Olhas para ela, recordas-te de quando "ela" era tua.
Recordas-te das coisas sem sentido que por vezes dizia,
lembras-te de todas as brincadeiras parvas que ela te
levou a fazer, ao olhar para ela voltam-te as fotografias
parvas, o medo que ela tinha de voar, voltam as birras
sem qualquer sentido, nas quais ela tinha sempre razão,
recordas a quantidade de vezes que olhaste para trás à
procura dela quando sentias um perfume parecido com o
dela. Recordas as figuras parvas que fizeram em tudo
quanto era sítio. Agora, que olhas para ela e te recordas
de alguns dos defeitos dela, quase te faz ter saudade de
voltar a aturar todos os seus dias mal humorados, todas
as suas noites de desdém... Apetece-te voltar a ouvi-la
lamentar-se pelo exame que correu mal, tens vontade de
voltar a receber a chamada dela a dizer que afinal tirou
19... Tens vontade de voltar a acordar com ela a gritar
por causa da desarrumação, que não estacionaste o carro
no parque de casa dela, que não compraste o chá certo.
Tens …
Imagem retirada da internet... Se tava lá não é roubado!!
E agora, vou evitar ser deixado para trás, o que quer dizer
que vou começar a correr, porque isso de escolher a minha
própria direcção é coisa para me dar muito trabalho...
E depois quem escolhe o seu próprio caminho corre o risco
de bater com a cabeça e se for pelo caminho dos outros, vou
logo atrás e evito umas quantas cabeçadas, dores de cabeça
já tenho muitas e se poder evitar essas já é um bom atalho.
Mas continuo a achar que vou fugir de certas e determidas
pessoas que valem tanto como um chapéu numa noite estrelada.
Não é por acaso, mas com o passar do tempo, dás conta
dos que valem a pena, dos que não valem e dos que nunca
deveriam ter valido. Quando olhas para o lado, à procura
de alguém a quem deitaste a mão, ou caíste junto ao tentar
ajudar, reparas que essa mesma mão não lá está para
fazer por ti o que terias feito por ela, sem nem sequer
pensar uma segunda vez à procura de coerência...
Ficam os outros, os que nunca caíram contigo, os que
valem mesmo a pena, e os outros, os outros podes
deixá-los partir, porque não te farão grande falta, fogem
demais, não ficam o tempo suficiente para te valerem a pena.

História fictícia de um dia no Pingo Doce

Eu ontem vi uma senhora que trazia 400 euros de pão, naquelehipermercado que oferecia violações com o apoio policial, estou em crer que há uma família que vai comer pão recesso de Janeiro a Janeiro. Também me dei conta de que uma família comprou fraldas para o bebé no valor de 900 euros, há-de o miúdo ter 16 anos e ainda vai usar fralda, que neste país não há margem para desperdícios... Caso para dizer "bando de cagões"!!! Ah e lembrei-me agora que duas crianças andaram à bulha por causa de 2 pacotes de chicletes trident, ao que parece eram as últimas!
Isto tudo para dizer que construímos um país, onde os ricos controlam até as economias daqueles que menos têm, da classe trabalhadora, precisamente no dia deles, dia do trabalhador... E isto também acaba por ser uma crítica aos pobres, ou melhor, os pobres de espírito, que parecem pombos atrás de pão podre!
Nós que corremos atrás do tempo perdido e do tempo que
se perde, quando conseguimos chegar perto dele, ele, por
instinto, magoa-nos... Não o podemos tentar controlar, se
o fizermos começam a chegar aquelas doenças malucas que
matam num abrir e fechar de olhos, aqueles acidentes de que
ninguém esperava, aquelas desgraças familiares que ninguém
adivinhava, é o princípio do fim, só porque tentamos controlar
aquilo que de mais selvagem e incontrolável e inimaginável
há... O tempo, a vida, a forma como seguimos em frente...
Por isso, às vezes, recuar para a frente é uma óptima solução,
estás sempre num bom sitio de partida para correr para trás...
É nos dias chuvosos, frios e cinzentos, onde a alegria parece
difícil de encontrar, que o calor do teu olhar chegava para  me alegrar... Entre uma e outra música deprimente, sinto o aconchego do teu abraço que me não chega, pela distância que nos impusemos!! Aqui, com um copo de vinho tinto, à lareira recordo-me de todos os dias que perdi contigo, em situações semelhantes, era como quem dava a volta ao mundo, sentado nas palavras que ias proferindo à medida que o calor do vinho nos subia à alma e sem  sair daqui maravilhava-me com a tua facilidade de nos  fazer viajar... Agora, as viagens são mais pequenas,  viajo dentro de mim, à procura de uma solução para o  nós que não se prolongou como tanto esperávamos...