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A mostrar mensagens de Abril, 2015
E a seguir a ti não vai haver mais ninguém... Não haverá mais abraços perfeitos, mais noites encantadas... Contigo levarás toda a magia que um dia foi nossa... Contigo levas a vida perfeita da qual nunca abdiquei... Contigo levas o meu mundo, o que restar dele, se testar. Levas contigo os dias mais brilhantes, a vida mais perfeita, contigo vou eu, inteiro... E todo o meu amor, o amor que tive sempre, fica contigo para sempre. Não nos vamos despedir, porque nunca se tem tempo de dizer adeus a quem nos leva tudo, todo, para sempre.  Não quero abraços misericordiosos, abraços sem o nosso sentido... Quero ficar para sempre em ti e viver pela metade a vida toda. Não haverá nunca ninguém que te ocupe o lugar, não haverá quem se atreva, não haverá ninguém que me volte a fazer inteiro como serei para sempre contigo... Contigo levas o que de melhor tive para dar e o que de pior tive para magoar. Sei que vai comigo a dor do nunca te ter dito adeus, mas sei que comigo vai a felicidade de me ter…

É a tua verdade.

"Schh... sossega".

A verdade, nem mesmo a verdade, não a digas.
Não digas nada, não vamos entender, mesmo que a verdade acabes por dizer, vamos ficar sem  perceber o que é de verdade a realidade.
Vamos viver, só, como se a verdade valesse tão pouco como a mentira. Só viver, sem dizer. Com o tempo vamos-nos lembrar do que foi de verdade real, do que não foi mentira, mas acabou por não ser verdade. a verdade, o tempo. Talvez outro dia, noutro sítio, pareça que não  foi de verdade todo este caminho que nos  trouxe até onde quis. Na verdade, foi o caminho que nos escolheu, não fomos nós que escolhemos o caminho. Hoje, sem dizer, sou feliz contigo, de verdade. Sou feliz até onde me deixares.
Não digas nada, a verdade, essa é só tua e  de mais ninguém, a verdade. E a verdade é só tua e não é só minha. A realidade, só essa pode ser nossa, como a rua que nos acolheu, de verdade. Não sei se foi ela que nos escolheu, se fomos nós que nos escolhemos, mas não digas já a verdade. Talvez …
Chegamos ao fim, aqui onde nada existe e tudo já foi,
Ao tempo incerto de uma vida, ou duas ou três,
Segredos já não há, as grandes charadas da vida já foram desvendadas,
ou criamos em nós a ideia de que já as desmistificamos,
As noites, essas, caem sempre a seguir aos dias e o sítio,
onde nos deitamos é o sítio onde ficamos acordados durante a noite.
A vida corre lá fora, como um dia já nos correu no corpo,
Não aguentamos mais, compreendemos a vida como eles ainda
não compreendem e eles compreendem a morte como nós já
não queremos compreender e com o resto das forças que não
temos, de mãos dadas, procuramos o fim, o nosso fim, como
quem encontrou o início sem procurar. Desta vez sem esperança.
A música que sempre suportamos já não aguenta o nosso corpo
imóvel, despido de vida com uma manta de rugas fundas, rugas
que contaram os anos, todos os anos sem avançar nenhum.
Estes olhos que um dia correram o mundo, correm agora uma
parede decorada com uma televisão que passa imagens impercep…