terça-feira, 27 de dezembro de 2011

E era assim, caminhavam sempre juntos, de mãos dadas,
nada os conseguia separar, dizia-se... A cumplicidade
entre os dois assustava aqueles que lhes chegavam mais
perto, com uma simples troca de olhares descreviam
tudo o que sentiam, e nós, nós por vezes nem com todas
as palavras do mundo conseguíamos descrever o que
sentíamos... Mas não temos de andar sempre de mãos dadas...
O espaço acaba por se tornar importante, e não há espaço
entre duas mãos dadas, talvez um dia se se separarem
não se voltem a juntar, e é talvez esse medo que os
obriga a andarem sempre juntos... E foram felizes...
Teriam sido? Ou será que nunca quiseram muito?!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A magia fugiu

E porque há uma altura em que acabamos por descobrir
que a magia, não mais é que a nossa capacidade de
imaginar de forma fantástica o que realmente acontece,
este Natal dei conta que já não é igual e ninguém me
venha dizer que é por causa da crise, porque o afecto
entre as pessoas não e demonstrado de forma tão
efusiva... Não, não tem nada a ver com isso, este ano,
este ano não recebi nem sequer um par de meias, nem um!!
E para aqueles que acham que não chega, acho que também
não recebi boxers, é o fim, o fim de toda a magia.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A todos vós

‎"Quando recordamos os Natais passados, normalmente, descobrimos que foram as coisas mais simples e não as ocasioes grandiosas que nos ofereceram o maior brilho de felicidade" Feliz Natal

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Até um dia

Da mesma forma que um recipiente furado vai perdendo o seu conteúdo, eu vou perdendo a capacidade de acreditar… Não o faço com propósito, deliberadamente, mas torna-se inevitável manter a mesma capacidade de acreditar que vai ser diferente. E assim, assim esperemos que antes de perder todo o “conteúdo”, a confiança valha a pena… Se não acontecer, recipientes há muitos, conteúdos, esperemos que voltem a aparecer.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Enquanto uns se deitam com o objectivo de adormecer,
outros levantam-se ainda a dormir e assim ficam até
se voltarem a deitar. Durmam muito, cheguem tarde,
mas os poucos "momentos" que passam acordados vivam-nos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Olho para ti como se nunca te tivesse conhecido
e acabo a perguntar-me quando é que cresceste
tanto... Quando é que decidiste ser uma mulher
responsavel, quando é que deixaste de ser aquela
menina que apesar de tudo saltetava por aí, livre.

Do dito pelo nao dito

Daqui, do sitio onde nos sentamos a analisar as nossas opçoes, de onde nos sentamos a lamentar ter arriscado tão pouco, aqui sentados, damos conta e ponderamos o que teria sido se tivessemos feito diferente. Aqui sentados... Mas quando as coisas são feitas fora deste lugar seguro parecem muito mais dificeis... E nessa altura sentimos que nem sequer deviamos ter arriscado tanto, sentimos que deviamos ter dito outra coisa... Digo eu.

Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...