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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2013

E a solução era

Há gente tão capaz e tão maior, que consegue ser grande o
suficiente para cair dentro das suas próprias mentiras coloridas.
Conseguem tentar fugir das adversidades atirando-as para cima
de desconhecidos, apresentando queixa contra terceiros, ou quartos.
Digamos que é quase como que construir um jogo, construir
os labirintos, os pontos de fuga, os "truques" e mesmo assim
conseguir perder com qualquer jogador. Soluções, um livro
de soluções seria, talvez, a salvação do inventor do jogo!!
Tivesse o meu mundo sido construído fora de ti,
tivesse eu perdido a oportunidade de te ver sorrir
em dias de chuva, tivesse eu desistido de perceber
essa tua vontade inacabável de tentar e arriscar,
tivesse eu não compreendido o teu sim escondido,
tivesse eu abandonado o que de melhor havia em
nós e jamais teria saboreado a tristeza. Essa doce
tristeza que me faz perceber que o paraíso, não
foi afinal uma invenção de homens sem esperança.

Seria

Tudo vai acabar, tu vais acabar e vais ser qualquer outra coisa,
pescadora de sonhos, por exemplo, enquanto esses também não
acabarem. Eu vou acabar, serei um inventor de folhas no Inverno,
por exemplo. Tudo acaba, menos nós. Podemos ser tudo, tu podes
ser a imperatriz de um reino encantado, sim, eu tenho um reino
encantado e não te quero como rainha, sabe-te a pouco. Mas tu,
tu vais acabar, não vais mais ser tu, vais ser céu e mar, porque o
azul não é para amar. E eu, eu vou ser o que me calhar, mas no
meu reino não penso ficar. Criei-o perfeito para ti e para os teus
sonhos, aqueles que deixaste de pescar. E no meu reino não há
Inverno, nem folhas para criar. Há, no entanto um outro tipo de
folhas, daquelas que pensamos poder eternizar. Serei poeta, se
os poetas também acabarem. Serei o que quiser, se todos me
deixarem. Virei ao meu reino, se assim o precisarem aqueles que
se perderem nas minhas construções. Serei o inventor de tudo, se
todos os outros se esquecerem. Serei mais, ser…

Da noite entorpecida

E, pelo meio de uma noite entorpecida pelos copos que se faziam cair pesados num corpo já fraco, foi possível vislumbrar um sorriso perdido, sincero, espontâneo. Assim o teriam pensado todos, se o tivessem visto. Eu, já desde o início me havia apercebido que poderias ser diferente, poderias cansar o banal com a tua marca pessoal. O tempo passou, perdi-te de vista. Até que voltaste, já mais cansada, já mais entorpecida, já menos equilibrada, mas o teu sorriso, esse mantinha-se igual. Por entre um ou outro momento fiz de conta conhecer-te, só para me encaixar nesse teu mundo, onde um sorriso era só mesmo um sorriso de facto, um sorriso desprendido de tudo o que me poderia prender. Podia ser eu, pensava. E foi então que falaste... Hás-de ter dito algo deste género: fhasd ddasd cdsxfcxc ****!! E eu percebi.

A viagem

E duma daquelas viagens grandes, daquelas que nem todos têm a coragem de fazer por causa da enorme probabilidade de se perderem pelo meio, descobri que me enganei num cruzamento. O problema das viagens longas, é que se nos perdemos no início, toda a viagem poderia ter sido em vão. Ora portanto teríamos de voltar atrás, ou poderíamos continuar em frente, só para descobrir se este caminho vai dar ao mesmo sítio. Pois bem, voltando à questão do cruzamento, já íamos longe, o tempo já não era muito, voltar atrás poderia significar o fim, o fim da viagem, o fim da aventura, podia também singificar encontrar o que sempre foi procurado, podia ser o alcançar de um sonho, podia ser "o final feliz", ou pelo menos, o conceito de "final feliz". Mas teria de voltar atrás... Então e se continuasse viagem, se continuasse a arriscar pelo caminho errado, quem sabe se não seria uma viagem ainda mais fantástica? E se no fundo, este fosse o melhor caminho, embora mais longo para a feli…

A escada

Recordo-me agora. Havia uma escada, lembraste? Era uma escada daquelas que se vêem nos filmes, cheia de flores, cheia de vida, harmoniosa, com um odor especial. Aos poucos, não percebi bem como, a escada começou a ficar mais pequena, de um momento para o outro as flores começaram a desaparecer, a vida ausentava-se. Ao fim de algum tempo essa escada mais não era que um beco, um beco sem saída, escuro, sombrio. Aos poucos tornou-se no sítio que ninguém queria mais visitar. Aos poucos reparámos que aquela escada, pouco e pouco, foi perdendo o sentido, a direcção, o objectivo, o fim. Descobrimos agora com assombro que aquela escada eramos nós e que nunca mais nos conseguiremos voltar a descobrir, porque construímos uma escada que se tornou no que não devia ser, um sítio sem saída, um local sombrio que ninguém quer visitar, nem nós que já tocámos dali o paraíso.

Mais

Do que se vê para dentro, pouco fica, ou nada para os que não vêem tão bem. Os outros esses olham para fora e dizem que viram tudo. Os que vêem até lá dentro viram muito menos, mas sabem muito mais. E aqueles que se lembram de tudo, não viveram à intensidade que seria suposto. Eu não me lembro... Não me lembro porque estive lá só e apenas para viver, esqueço-me, porque é sempre demais, são noites demais, são dias demais, são loucuras demais, é tudo demais. E eu sei que para aqueles que vivem pouco, demais será sempre demais, mas para nós, os que gostámos de viver e nos esquecemos, demais não chega. Demais parece quase como que uma gotinha do que poderia ter sido. Procurámos mais, porque mais não nos chega, até chegar.
O assassino de Boston arrisca-se à pena de morte por utilização de arma de destruição maciça. Ainda não foi provado que essa mesma panela já foi usada na morte por afogamento de arroz, vegetais, e outras coisas que tais.
E muitos ainda se interrogam do porquê da invenção do preservativo. Muitos ainda hoje o acham contra os principios naturais da vida, outros tantos estão ao lado da igreja. Eu tenho para mim que foi criada para evitar pessoas como o Passos Coelho. E não tenho nada contra isso...

Era um mundo

Era um mundo onde as amarras serviam apenas para prender os que que queriam ficar, um mundo onde as âncoras se usavam nas casas, um mundo onde as árvores caminhavam livremente pelos bosques, um mundo onde as pedras saltitavam pelos caminhos mais  sinuosos, era um mundo onde se não prendia, todo esse mundo era apenas um sítio onde se aprendia que estar preso é ficar, é não ir, é não evoluir, era um mundo em movimento. Um movimento que evoluía porque não estava preso e caminhava sem pressa.

A felicidade é

Tenho um amigo advogado. Mesmo amigo e mesmo advogado (daqueles que já ganham dinheiro). Não vinguei, mas vi vingar! E vi vingar um dos melhores, talvez o melhor. Boa sorte! Os bons são sempre assim... Escolhidos. Parabéns!

Since then

Since I was a little child, I thought that I was different from all the others. Since that time I tried to paint my world with colors that no one had yet  invented. Attempted, based on the imagination that my eyes still couldn’t  create, build a magnificient future. Still thought that my passion for everything that was special was going to take me to what my imagination had created  for me. I walked a lot of time alone, as a lost ghost on the salvation way.  I walked without fear of making mistakes, cause when walking to my dream,  in reality there was no space for errors. Others thought were mistakes, cause  they could not interpret my unreality. It was not real, I could not yet make  them see. And while everyone think I failed, I keep walking towards what I  think be my perfect conception of life. Meanwhile, though the other’s eyes,  I still always seem to miss. Those others, maybe one day, can understand  that I built my future in a reality that doesn’t belong to their world, a reality  that th…

Seria tão fácil se não tivéssemos medo

No rosto trazia as marcas das suas experiências... No entanto, nos seus olhos era evidente a calma, a inocência, o olhar de quem nunca se arrependeu de passo algum dado, tinha o sorriso carregado de alegria, alegria essa que ninguém adivinhava depois de a ver ali, na rua, uma sem abrigo como todos ingenuamente lhe chamariam. Ali estava ela, sem vergonha, com a voz firme, confiante de que algum de nós lhe iria pagar um pão com queijo. Não falhou, entre todos nós, aparentes miúdos carregados de maldade, algum iria com toda a certeza pagar, porque quem está de dentro sabe os que de fora não imaginam sequer. E esta senhora, que aparentava ainda se não ter afastado do olhar atento de Deus, sabia que éramos muito mais, seriamos como ela se conseguíssemos. Entre uma e outra palavra que acabaria por ser uma longa e cativante conversa, lá nos explicou que já fora uma senhora rica, que dera tudo para a caridade à excepção da sua casa, sim, da sua casa, casa essa que viera a perder mais tarde. D…

Do que éramos para o que não somos

Continuas a ser a pessoa que mesmo chegando antes, demorou demais, porque não é no tempo que te espero, espero por ti antes de nós. Continuas a ser tu a fazer-me perder a noção do tempo que os dias nos arrancam à  alma. Quando finalmente chegas, tudo mais não é que saudade, saudade que alimenta as noites, onde o tempo parece ser o espaço que sempre nos há-de separar. És tu que preenches todos os meus dias, todas as minhas noites, ora com a tua presença, ora com a tua ausência. Sim, és sempre tu que me preenches, mesmo quando dizes que me odeias por te perder quando me encontras. Respiro em ti à procura da saída de nós e sinto-me sufocado ao descobrir que a saída somos só nós. Sinto que ao abraçar-te, abraço o universo inteiro, sinto que todo o universo nos envolve, evitando que soframos. E mal desentrelaçamos os braços, para mais um até já, sofremos como se nunca tivesse havido antes. Sabemos que esse "até já" pode ser um espaço intemporal, que se nos irá voltar a impor. E …

Dos que nos visitam e pouco deixam e nada levam

Convidou-nos... Ainda não sabíamos bem onde morava, mas lá fomos. Chegados a casa deles demos conta de uma mesa recheada de comida, comida essa que daria para três meses. Ao longe ouve-se uma música de fundo, a lareira arde calorosamente, enquanto entre um ou outro trago do melhor vinho da região aquecemos a alma, que não nos parece tão pequena nestes dias. Ela senta-se ao piano e mostra-nos o que tem aprendido nas aulas de música clássica ("muito bom" diz-lhe a minha mulher em tom de incentivo e admiração). É tarde, diz-me ela. Abandonámos o confortável sofá que nos embalava ao som do que ele tocava na guitarra, "no fundo horizonte" foi onde parou. Ao sair cumprimentei-os efusivamente deixando no ar um convite para nos visitar num futuro próximo, convite esse que eles aceitam com um certo carinho. Saímos. Diz ela:
- Porra viste bem a toalha de mesa que eles colocaram para nos receber? - Sim, e a comida?? Nem uns camarões nem nada. - Realmente, acho que merecíamos …

Humor negro ou "o mor negro"

Então e o bom hálito?