segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

E ali estava, longe de "a quem" queria pertencer, longe de ser quem queria ser... Aquele sítio que sempre fora seu perdia força, perdia sentido... Sentia vontade de segurar o tempo que lhe fugia por entre o coração, sentia vontade de controlar o tempo de trás, de dizer o que jamais seria dito... Perdia-se em si, perdia-se de onde não era por não ser de lá... E assim, perdido de si, perdido em si dos outros gritava o que ninguém conseguia ou poderia ouvir... Todos o julgaram mudo, todos o julgaram perdido e ninguém era capaz de o ouvir... Nada era o que sentia dizer, e inaudível todo ele ficou para sempre.

domingo, 28 de dezembro de 2014

O dia corre cinzento lá fora, o dia corre escuro dentro de si... Sem nada que aparentemente o possa deixar mais escuro que a alma de alguém que tudo perdeu e nada pode ganhar, sente-se escuro e frio e vazio... Vazio de sentido, desprovido de futuro, perdido de sonhos, perdido de tudo. E a vida, essa dança multicolor, continua, hoje escura, amanhã, talvez, cheia de luz... Porque a vida é isto, magia a perder de vista e quando se perde a magia que nos faz brilhar, resta-nos o não brilho... E um dia, quando a vida for só "não brilho" que os momentos de magia o encham por dentro, caso contrário esbarrou com o fim.. O seu fim...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Partir

Uns partem do princípio, outros partem do fim. E a vida é isto, um partir sempre para outro lado,. Por pouco sentido que faça, por muito que custe, por parecer impossível é preciso partir, partir sempre. Tanto que a vida é sempre a "partir" que no fim parte-se da vida.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

ESD ESL

E a vida nunca é muito mais que nada... Nunca é muito mais que um deixar de ser, um desaparecer em nós, um desaparecer nos outros... Os momentos fantásticos de sempre passam a ser passado irrepetível, os telefonemas de vontade passam a ser uma mensagem anual de boas festas, os momentos partilhados deixam de ser e aos poucos somos nada, somos uma memória perdida em quem já não nos encontra... Somos um silêncio calado nas noites sem barulho... Podemos tentar e acreditar que ainda fazemos algum barulho e gritar, gritar para nunca mais sermos ouvidos... E o fim, dia após dia nos leva para longe de quem fomos e do que quisemos ser, a cada dia o fim puxa-nos para a verdade... A vida é uma longa caminhada para o nada.... E no fim, somos vazio, somos um buraco de memórias, um emaranhado de sonhos perdidos e de vidas desfeitas, um conjunto de desencontros, uma perda de tempo nesse que é de sempre... O fim... E no fim sabemos que ao menos não perdemos sozinhos, o "fim" perde connosco...