segunda-feira, 31 de outubro de 2011

E que o hoje se prolongue até o amanha nos pesar na alma. E aí sim, podemos dizer ter vivido intensamente.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vida -> Chama

A vida é em tudo parecido com a chama.
Vai crescendo, consome de tudo o que
a rodeia e no fim extingue-se, e é
esquecida. Tal como a vida, vista de
longe é um espectáculo magnifico, vivida
de perto é um caos absoluto. E vale a
pena não esquecer que há sempre uns
quantos que querem acabar tanto com
a chama como com a nossa vida. Igual.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Passado -> Futuro

Rompi com uma parte do meu passado
e inconscientemente continuo à espera
que ele me apareça no futuro... Estranho

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Outono

Mais um Outono, ao que parece, acaba de chegar.
E o Verão nada fez para evitar que as folhas
caiam e elas, elas com toda a certeza irão cair.
Nós fomos o Verão, deixamos ao fim, que tudo
caísse. E ao que parece não é um fim do Mundo,
amanhã outro Verão virá e tudo ficará como foi.
E assim sucessivamente. Nada temos de fazer para
que as coisas corram bem, elas simplesmente correm.


In: http://postmentis.com

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A vaca que secou

"Era uma vez uma vaca, que comia feno e produzia leite.
A vaca era de todos e todos precisavam de organização.

- Quem dá de comer à vaca?
- Eu dou.
- Eu não.
- Quem ordenha a vaca?
- Eu faço.
- Eu vou.
- Eu não.
Mas que grande confusão!
De entre todos, alguns assumiram a responsabilidade de gerir a situação.
Para facilitar a distribuição de tarefas, a vaca foi “dividida”, metade era tratada por uns, outra metade por outros e ficava assim a situação resolvida.
Uns tratavam de arranjar o feno, outros tratavam da ordenha.
Tudo se resolveu, que bem que funcionava este sistema!
Mas pouco a pouco, um facto emergiu, era preciso tanto feno para produzir tão pouco leite, algo que nunca se viu.
Arranjou-se mais feno e mais feno e mais feno mas não vinha nem leite, nem queijo, nem manteiga!
Tanta gente a tratar do feno, porque não havia mais leite, algo que se veja?
Foram então uns perguntar a outros:
- Então? Nós que damos tanto feno, recebemos tão pouco leite, por que razão? – a resposta foi breve
- Não sabemos quando o feno pode acabar, estamos a gerir o leite para o assegurar.
Parecia lógico, bem pensado, uma boa precaução.
Mas algum tempo depois, veio o mau tempo e o feno escasseou.
Preocupados, uns foram ter com outros:
- Não temos mais feno, ainda bem que guardaram algum leite.
- Não há leite guardado – disseram os outros e isto gerou confusão.
- Como podem não ter leite se não nos deram a nossa parte para o caso de um dia não haver feno?
- Que disparate! Sem feno não há leite, palermas. – isto gerou uma grande discussão.
- Onde está o nosso leite?
- O leite é nosso. Sai da nossa metade.
- Mas sem feno não têm leite.
- Exacto, sem feno não têm leite.
- Queremos o que temos direito.
- Tragam feno e nós damo-vos leite.
- Já vos demos tanto feno e vocês não nos deram a nossa parte do leite.
- Querem o que têm direito? Tomem o estrume, já ajuda para o feno.
Uns ficaram sem leite e outros beberam o leite que tinham… até já não ter.O leite acabou. Sem feno, a vaca secou, definhou.
Foi então que com a aflição todos se aperceberam, uma vaca que não dá leite, é uma vaca que dá carne e todos foram a correr para a comer.
Quando só o esqueleto ficou, todos discutiram para perceber o que falhou.
- Foi o feno que faltou.
- Foi o leite que não chegou.
Até que uma voz se ouviu:

“Foi a divisão que não resultou. Uns alimentavam e outros bebiam. Uns descuravam e outros abusavam. Partilhar as metades, partilhar o fardo da alimentação e a alegria da produção, era essa a divisão.”

Que triste conclusão, depois de tanta disputa e porque não souberam partilhar, comeram a vaca do quintal, a vaca de seu nome Portugal.
- Que fazemos agora? – perguntavam com aflição.
outra voz surgiu e indicou:

“Olhem ali, no outro quintal, há outra vaca, e esta não nos vai deixar ficar mal. Esta tem leite de certeza ou não seja ela a vaca global."

Que nunca nos falte a mama, porque mesmo com a teta seca, mamamos até ao tutano.

*Uma lição que não se aprende, é um erro que se repete, agora com licença que se não me apresso comem o meu bife e aqui o palerma é que emagrece."

By: Rafael Videira

Carta aberta

"A quem possa interessar,

Venho por este meio pedir desculpa a todos aqueles que magoei. Gostava que soubessem que nunca o pretendi, embora saiba que o fiz vezes e vezes sem conta. Cada uma das marcas deixadas pelas agulhas recordam-me da dor que provoquei num de vocês. Por tudo isso, desculpem.

Não sei se acreditarão em mim, mas queria dizer-vos que não fui eu que escolhi esta vida. Foi sim esta vida que me escolheu. Sei que parece uma desculpa esfarrapada, uma invenção pobre para me demitir da minha responsabilidade, mas não é isso… Por favor, acreditem que não é isso!

Eu quis parar várias vezes, mas nunca soube como o fazer. Fui obrigado a continuar com este estilo de vida que só me traz dor e culpa. Por vezes, olho para trás e ponho-me a remoer no passado, na tentativa de perceber como e quando é que tudo isto começou. Só que não chego a nenhuma conclusão. Não sei o que me trouxe até aqui.

Mas também não interessa. Agora já não interessa. Saber que prejudiquei a vida de muitas pessoas gera-me um sentimento de culpa insuportável. Acho que a única forma de terminar com todo o sofrimento que tenho causado é mesmo acabar com a minha própria vida. E se ainda não o fiz, se ainda não me suicidei, é porque sei que esse acto desesperado iria também destruir a vida de alguém.

Uma vez mais, desculpem. Desculpem tudo o que vos fiz.


Ass: Ogou Danbala Tawoyo – Boneco de Voodoo"

Amílcar Monteiro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Para ti

Uma miuda sobe para cima do balcao,
a pensar ser a miuda mais gira do bar.
Mas afinal daqui a nada apercebe-se
de que não passas de mais uma miuda a dançar
sozinha para uma plateia já acompanhada.
Parece ser o inevitavel, mas eu sei
que tambem te apanha sempre de surpresa.
E um dia a história vai encontrar um
contador e seremos o que nunca fomos.

Felizes?!

Às vezes

Às vezes dá-me uma certa vontade de mudar tudo,
mudar o pouco que tenho como certo e arriscar
e arriscar o tudo que poderia vir a ser. Só me
falta um bocadinho de coragem. Um dia, um dia
quem sabe, largo tudo e desapareço do mundo como
o conheço e apareço num mundo completamente novo
livre de gente que já não me diz nada, com alguém,
espero que eu, que me diga alguma coisa e tenha a
mesma disposição que eu. "fugir"!!! E depois, depois
voltar que isto aqui apesar de cançar é uma loucura.

E por falar em loucura procuro o dono de uma mala de
cd's e de 1 casaco que me apareceu no carro no passado
Sábado à noite. Ao que parece eu nao tava muito bem,
mas parece que havia alguém bem pior que eu!!