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A mostrar mensagens de Agosto, 2010

Lembro-me

Lembro-me daquelas noites de Verao
em que saia sem aquele peso do que
aí viria... Beber com os amigos,
sem ter receio de que no dia seguinte
poderia acordar de ressaca ao lado
de um papel que correspondia a uma
avultada multa passada pelos senhores
de fatiota verde...
Sair sem o receio de que no outro dia
as horas perdidas "hoje" fossem fazer
para lá de muita falta...
Tenho saudades desses dias, em que
saimos so os dois... so nos...
Tenho saudades daquelas noites em que
podia correr para todo o lado sem o receio,
esse receio miudinho, de encontrar quem
no meio de tanta gente, nao queria...
E isso leva-me a nós... Um nós que
corria para todo o lado sem medo de tudo...
Esse nos cansou-se... Mas eu vou sozinho!!
E vai ser hoje, ou amanha... Que vou correr
sem esse "medo" que te atormenta...

Hoje ou amanha...

Aceitem!

Eu sei que nos acostumamos. Mas não deviamos.
Habituamo-nos a viver no apartamento dos fundos
e a não ter outra vista que não a das janelas á volta.
E porque não temos uma vista, acostumamo-nos a nao olhar para fora.
E porque não olhamos para fora, acostumamo-nos a não abrir a cortina.
E porque não abrimos a cortina, acostumamo-no a acender a luz mais cedo.
E a medida que nos acostumamos, esquecemos o sol, esquecemos o ar, esquecemos a grandiosidade.

Acostumamo-nos a acordar de manhã exaltados porque está na hora.
A tomar café a correr porque estamos atrasados.
A ler o jornal no autocarro porque não podemos perder o tempo da viagem.
A comer porcaria porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é de noite.
A adormecer no autocarro por estarmos cansados
A ir dormir pesados porque acabamos de nao viver mais um dia.

Habituamo-nos a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E ao aceitar a guerra, aceitamos os mortos e que haja um número para os mortos.
E ao aceitar o…

Nao tem de ter um título... tem?

Nao tinha acerca do que escrever, dizia...
Olhava em volta e nao mais via que
um computador, nao muito moderno,
nao muito antigo... Descrever o quê?
Paredes vazias, cheias de nada...
Estantes cheias de objectos sem significado,
até que te aproximas, reparas em livros,
livros que contam uma história, que já
te roubaram uma ou outra noite...
Livros esses que tenho plena noçao que
nao são todos meus, ou melhor, são, mas
nao fui eu que os escolhi, além da
história interior ainda têm o como
cá teriam chegado...
Mais... Que haverá mais por aqui?
Ahhh Uma janela... Rectangular,
nada demais... A paisagem aparente
também ela nada demais... Mas por esta
janela consigo imaginar um mundo inteiro
lá fora... Vou sair... Foi um prazer!!
Salvo por uma janela de madeira...
Quem diria??