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A mostrar mensagens de Outubro, 2010

O elogio da loucura

ASSIM FALOU A LOUCURA Sobre a loucura: Quanto mais se é louco, mais se é feliz. Apenas a Loucura conserva a juventude e afugenta a importuna velhice. Quanto mais o homem se afasta de mim, menos goza a vida. Dona Natureza, genitora e criadora do gênero humano, tem o cuidado de em tudo deixar uma pitada de loucura. A Fortuna gosta das pessoas irrefletidas, das temerárias, daquelas que dizem habitualmente: “A sorte está lançada.” A Sabedoria torna tímidas as pessoas; encontrareis em toda parte sábios na pobreza, na fome e na miséria. Os loucos, ao contrário,nadam em dinheiro, tomam o leme do Estado e, em pouco tempo, são florescentes em todos os pontos. Só os loucos têm o privilégio de dizer a verdade que não ofende. A mulher: Juntar a mulher ao homem, seria, realmente, dizia eu, (criar) um animal delicioso, louco e insensato. Em vão a mulher veste a máscara, continua sempre mulher, ou seja, louca. É este dom da loucura que lhes permite ser, em muitos aspectos, mais felizes que os homens…

Quebrar?

Era eu a convencer-te de que gostas de mim,
Tu a convenceres-te de que não é bem assim.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.

Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar p'ra esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.

Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na cor que trazias.

Afinal...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...

Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxares-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.

Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a reza…

Tudo vai

E por fim reparas, que não és
bom o suficiente para que esperem
por ti, por fim reparas que tudo
aquilo em que acreditaste durante
tanto tempo nao passa, no fim, de
uma pequena desilusão, que se vai
revelando maior conforme a observamos
a afasta-se de nos por nao ter esperado.
Agora o que resta? Correr atrás de
quem nao ficou o tempo suficiente
para perceber se realmente queria
ir ou nao? Talvez a culpa seja minha
de me fazer esperar demais, talvez
tenha medo de voltar a "cair", talvez...
Por fim reparas que ficaste sozinho,
que quem esperava contigo, preferiu
caminhar sozinha noutra direcçao.
Por fim reparas que ficaste sozinho,
mas estar só nao é assim tao mau,
também nao é assim tao bom, bem o sei.
É um nao sei quê que se suporta, até
porque me apercebo de que realmente é
o fim e devo caminhar, nao atras de ti,
mas para o lado certo do coraçao, talvez...
O que nao quer dizer que caminhar no teu
sentido fosse o lado errado, talvez nao o
fosse, mas nao me parece bem correr atras
do que nao esper…

Eu que mudo

Este eu que vos escreve agora,
nao é o mesmo eu que acabaste de ler.
Somos seres em constante mudança
e o que eu escrevi neste momento,
provavelmente nao será a
mesma coisa que quero que leias agora.
Todas a ideologias que defendo hoje
amanha poderao nao passar de ideias
parvas e sem fundamento...
Amanha poderei olhar para ontem
e perguntar-me como foi possivel...
E não, nao vou mudar tanto assim
vou provavelmente pensar doutra forma
Ver as coisas com uma experiencia que
hoje ainda nao tenho e reparar que
afinal nao devia ter ido por "ali",
afinal nao escolhi o caminho certo...
Mas isso vai ser amanhã, depois de
descobrir onde o hoje me leva...
E assim nao vou ter de me arrepender,
vou ter de aprender...

"nao" destino

O filme falava acerca
de tempo, talvez abordasse
aquela velha máxima:
"Nao importa quanto tempo
dure, o que importa é a
intensidade com que se vive"
(nao sei se é exactamente assim),
Talvez tenhamos algo pre-destinado
talvez independentemente do
tempo que passe, independentemente do
que façamos nos entretantos, o que nos
foi, de certa forma destinado,
acabará por nos cair aos pés...
"isso" que nos cairá aos pés,
será entao o nosso destino.
Ora então o que realmente me
revolta é esse tal "nao-destino",
aborrece-me saber que por muito que
faça, por muito que tente, uma ou
outra coisa, se me estiver "nao destinado"
tudo o que fiz até então foi em vão,
ou sendo optimista, esse tal "vão"
acabou por ser o que acabou por
me levar, áquele que será o meu destino.
No meio disto, esqueci-me de mencionar
que o destino pode ser bom ou mau.
Esse "tal" destino acaba por não ser
mais do que um acumular de opçoes
que foram tomadas ao longo do tempo.
se fizermos as op…

Killing me softly

Nunca me tinha dado ao trabalho
de gostar de Alicia Keys...
É mais isso, dá trabalho gostar,
ás vezes...
Comecei por lhe dar o mérito pela forma
como toca piano e como sorri
enquanto se maravilha com o que produz...
Quando descobri que ela também
gosta destas músicas tive de
Aceitar que a miuda é fantastica...