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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2012
Sim, de facto há uma altura em que o "mundo" sem tifaz pouco sentido... Mas foi esse o sentido que me impuseste, é nesse sentido que eu caminho, amanhã não me critiques... culpa-te...
No dia 8 de Junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou com napalm a população de Trang Bam. Ali encontrava-se Kim Phuc e a sua família. Com a roupa em chamas, a menina de 9 anos fugiu. Nesse momento, quando as suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou esta imagem famosa. Foi ele que, de imediato, a levou ao hospital. Permaneceu lá 14 meses e foi submetida a 17 operações de enchertos de pele. Hoje, Kim Phuc, está casada, tem dois filhos e vive no Canadá. Preside a fundação Kim Phuc, dedicada à ajuda a crianças vítimas da guerra e financia a UNESCO.

A insustentavel leveza do ser

"Foi na Feira do Livro de uma pacata vila ribatejana que os meus olhos revisitaram A Insustentável Leveza do Ser, título paradoxalmente engendrado por Milan Kundera. Ali, tomei a resolução de arriscar galgar os tortuosos degraus da escada que me conduziria ao patamar da escrita arrevesada que (imaginava eu) compunha aquela obra. Equivoquei-me.


Aplaudida por uns, criticada por outros, A Insustentável Leveza do Ser flutua sensivelmente entre o romance filosófico e a mera narrativa amorosa, o retrato de uma época e o relato tipicamente ficcionado. Mas, acima de tudo, este é um livro que explora, de forma ímpar e realista, as vastidões desse misterioso território que é o amor.
Assim se apresenta a história: um cirurgião checo, divorciado, vive enovelado naquilo a que dá o nome de «amizades eróticas». Conhece Tereza, uma empregada de café, numa deslocação que, por mero acaso, tem que fazer à província. Apaixonam-se.
Mas esta não é uma paixão comum (e existirão paixões comuns?). É ante…
E foi, por todas as dúvidas que eu senti ter,
por todas as certezas em que disseste crer, por todas as incógnitas que o futuro poderia trazer que não tive medo algum de te perder.
E agora que sei poder perder-te, só tenho medo das feridas que podem voltar ao toque do teu dedo A esse teu jeito inocente de me fazer culpado de um passado presente que não passará de desperdiçado.

Morte súbita

não quero morrer às vezes.

quero morrer em bloco
mas também
não quero que seja entre

o espaço e o tempo

porque entre o espaço
e o tempo
não há um para sempre,

nem nunca houve.

De: Sylvia Beirute



* Porque acho que não é preciso escrever muito
para dizer outro tanto.
"Durante muito tempo, julga-se que a vida é uma linha recta, cujos extremos se enterram a perder de vista nos confins do horizonte: e depois pouco a pouco, descobre-se que a linha é cortada e se encurva e que as pontas se aproximam, se juntam... O anel vai fechar-se, começa-se a ser um velho que já não sabe senão evoluir no seu círculo."
"A nossa maneira de conceber a justiça e a verdade está infalivelmente condenada a ser ultrapassada nas idades vindouras; sabemo-lo; e, longe de abater a nossa coragem, esta certeza, esta esperança são os mais eficazes estimulantes do nosso entusiasmo actual. O dever estrito de cada geração é caminhar no sentido da verdade, o mais longe que puder, até ao limite extremo do que lhe é permitido entrever - e porfiar desesperadamente, como se pretendesse atingir a verdade absoluta. É este o preço da progressão do homem.
A vida de uma geração não é mais que um esforço que continua e precede outros. Pois bem, meus amigos, a nossa geração fez o seu."

In: O drama de Jean Barois
A violência dos homens é como os grandes ventos na natureza: incha e engrossa como eles, depois acalma-se e desaparece, deixando os germes da sua actividade"
In: Drama de Jean Barois
Enquanto te esperava na sala meia cheia, reparavaque os outros eram mais felizes, não tinham na alma a dúvida perplexa do ter e não ter quem não chegava Foi então que entraste e percebi que a dúvida é de quem ama.
Penso agora com a força de quem quer resposta ao sonho há muito idealizado, perfeito, divino e pergunto-me o que foi feito da nossa segura costa e das dúvidas que surgem no meio de tudo o que perdi.
E se não rimi foi porque não consegui!

A minha rua

Eu sabia que eras tu, não podia haver mais uma mulher
com as tuas características na "rua" que foi sempre tua. E se não eras tu na tua rua, não podia ser eu que te via. E eu, eu tinha a certeza que era eu que estava a ver a outra mulher... Volto a olhar e revivo o que de nós foi, o que de nós morreu e concluo que afinal és tu na tua rua. E também sou eu a olhar para ti, não sou outro. Sou o mesmo que viu os dias nascer contigo, sou o mesmo que te viu matar todos esses dias, quando na tua plácida face entendi que tinhas de partir, enquanto me dizias que ias ficar, enquanto eu sorria e te dizia que sim, e pensava que, afinal, tudo não passava do nosso eterno retorno ao que nunca fomos. Nesse dia que olhava essa mulher na tua rua, entendi que afinal eras tu, o que afinal mudara fora a maneira como o meu coração te conhecia e não reconhecia já. Já não eras a mulher daquela rua, eras só mais uma, uma mulher qualquer que um dia fora dona dessa rua... Mas afinal, essa rua é min…