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Sabes, que no meio de todos os objectivos que tinha traçado, não houve muitos
que conseguisse realizar... Sabes que houve outros tantos que não fazia ideia
que ia atingir e acabaram por me interceptar, numa viagem que acabou por não
ser só nossa... Houve gente no caminho que não tinha planeado, houve situações
para as quais não estava preparado, mas no meio de tudo isto nunca me esqueci
de ti... Mesmo quando tudo correu mal, apesar de te não culpar, perguntava
onde estavas... E agora, agradeço-te por me teres deixado ir, até onde sabias
que podias chegar a mim, com a mesma facilidade de sempre... Fizeste, embora
conscientemente o que eu fiz contigo inconscientemente... Se te chamo calculista?
não... Digo-te apenas que me conheces melhor que toda a gente e acima disso,
conheces-me melhor que eu próprio... Sim, também te conheço melhor que toda a
gente... És o unico objectivo que quase tentei traçar e falhei por completo
e me apareces no meio dos objectivos que eu acabei por esquecer... Se vai
correr bem?? Não sei, não sabesmos, mas que por enquanto não correu mal, ainda
não correu e se assim continuar, não vai acabar e acabamos por correr o risco
de tornar eterno aquilo de que ambos fugimos mais do que deviamos, de nós...

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Soltamos das paredes da imaginação o quadros com os sonhos... Caminhamos por caminhos que nunca tinham sido nossos... Deixamos quem éramos lá atrás e retocamos os quatros ainda há pouco desprendidos. Entorpecidos pelo amor, caminhamos enquanto pintamos, sonhamos enquanto caminhamos, construímos enquanto destruímos. Depois de soltos os sonhos, acabam por se prender em quem amamos. Ali, em quem amamos, residem agora os quadros dos nossos sonhos, as paredes da nossa imaginação, os limites da nossa existência. Ali, ali fica tudo o que já fomos e tudo o que gostaríamos de ter sido. Ali, como quem troca para uma casa maior e mais bonita, procuramos uma parede mais perfeita onde possamos decorar a vida.

Mas, quando por alguma razão o amor nos falha e a vida nos ludibria, deixamos de ser quem já fomos. Há muito deixamos aquelas paredes velhas. E há muito que os sonhos que um dia soltamos das paredes já não são os mesmos. Quando o amor nos falha por qualquer razão voltamos sem sonhos, pelo men…

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
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