sábado, 19 de maio de 2012

A.C.

Por muito que me queira separar do que fomos, resta-me
sempre o tudo que poderíamos ter sido, apesar do nada que
acabamos por ser... E é essa sobra que me faz não querer ver
o futuro sem ti! É essa sobra que me não permite ninguém
ocupar esse espaço que sempre foi teu, é essa sobra que, por
vezes, me faz levantar e continuar a lutar pelo que, provavelmente,
nunca será... És tu, que indirectamente, me fazes acreditar que
ainda é possivel acreditar nas pessoas que nos rodeiam, és tu que
fazes com que não questione todos os meus princípios, que entretanto,
se foram desmoronando e acabaram por construir um caos que ainda
não consigo controlar... És tu que ainda me fazes esperar pelo
nada que aí vem... É em ti que penso quando nada faz sentido...
Mas é em mim que vais buscar muito daquilo que queres dos
outros e embora nunca me tenhas dito, é em mim que encontras
forças para continuar a lutar por tudo em que ainda acreditas....
Seria por nós que eu teria escrito isto, noutra altura, num passado
que em nada nos pertence, mas não, hoje escrevo só porque sim.

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...