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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2013

A estrear num comboio perto de si - Portugal de comboio

Isto começa assim, uma carruagem, com alguns passageiros, enquanto o revisor vai picando os bilhetes.
Mais ou menos 2 filas depois do primeiro passageiro, enquanto um senhor é esfaqueado
Revisor: O seu bilhete por favor!!
Vítima: Ajude-me, este senhor está a assaltar-me e levei duas facadas no vazio!!
Revisor: Vá, espere pela sua vez, já peço o seu!
Passageiro que roubou a vítima: Não tive tempo de comprar o bilhete, posso tirar agora?
(Puxando de uma nota ensanguentada de 10€ da carteira roubado)
Revisor: Claro que sim, são 2,65€. Agora vá, sente-se lá direitinho no seu lugar que não se pode esfaquear pessoas cá!

Uns lugares à frente encontra-se um indivíduo de comportamento estranho, diria-se suspeito (nem todos haviam reparado que o senhor tinha feito "carícias" a uma menina de 8 anos surda e muda, mas para bem geral, o revisor viu)
Revisor: O seu bilhete? pergunta de forma seca, roçando o exagero, com um tom agressivo.
Passageiro: Está aqui.
Revisor: Muito bem, então e o…

Medo

Há uma parte da vida, na qual, por muito que não queiramos, começamos
até a ter medo que as coisas comecem a correr bem, nessa altura, evitámos
as coisas boas, evitámos arriscar, evitámos o aproveito de novas oportunidades
só com aquele medo miudinho que cresceu enquanto perdíamos tudo, e foi
por tudo o que foi perdido que muitas vezes não queremos mais nada, só
para não termos de voltar a ter essa sensação de voltar a perder, de voltar
a sentir a falta daquilo que um dia estava assim aqui, tão próximo, à distância
de um olhar. E é nessa altura que se há-de perder muito, mesmo antes de
termos ganho. E é nessa altura que devíamos ter alguém, sempre ao nosso
lado a dizer "Vai, arrisca, desta vez vai correr bem. A vida não é sempre
a perder." E, nessa impossibilidade, vou gravar um cd com esta gravação!
Estará à venda num estabelecimento perto de si, cordeais saudações!!!

A cumplicidade fugiu

Sentaram-se os dois, a ansiedade que os percorria era evidente a queda gesto,
a cada palavra. A intimidade e cumplicidade que outrora os protegia, transformara-se aos poucos em distância, uma distância tal que temiam ambos proferir uma  palavra mais forte, evitavam um gesto mais intenso. Ambos sabiam que a saída era o fim, o fim contra o qual tanto lutaram, e foi durante toda essa luta que  perderam tudo, até a invejável capacidade de comunicação e entendimento que muitos já tinham reparado. Ela já há muito havia percebido que era uma luta perdida, ele achava que não podia desistir e que nenhuma luta é perdida antes de lutar com todas as forças. E agora que nada os puxava para eles, agora que pareciam dois desconhecidos de tanto se conhecerem, estavam ali sentados sem saber o que fazer ou dizer. É então que ele, o que sempre tivera esperança, decidiu arriscar uma pergunta, uma simples pergunta, diria que "a pergunta".
-Sabes Rosalin, há muito que as coisas começaram a mudar …

Não chegas

À minha volta não há muito, há o suficiente para não chegares...
O estar ou não estar não seria assim tão importante, se me não
quisesses tão perto. Se me não teria esforçado? teria, mas há
muito te tinha como órbita, agora terei-te como um leve
cometa que vai e vem, sem rota, sem direcção, um pedaço de
mim cortado, um pedaço de mim perdido, destruído... Não é que
te percas, será mais um "que não me encontras"... E sim, sei
que encontrarás o que não procuras, e sei que o que não queres
pode ser o que querias encontrar, assumi o risco, e acabei
riscado, como os demais que não chegam a estar perto, por
muito perto que passem... Já não nos encontrámos... Já nos
perdemos antes de sermos imprescindíveis, antes de sermos
únicos... Agora não seremos nós, seremos, para sempre, um
e outro, distintos, diferentes, compatíveis... Afastados... E um
dia, talvez, vamos dar conta que seríamos um, se não fossemos
tantos. E nesse dia não seremos nada, ou se formos, seremos tudo.

Nem penso em ti

Já te não procuro, já não penso em ti... Todas as imagens, de todos os
momentos passados contigo são agora vazios de ti. Fizemos tudo bem,
não há um arrependimento, simplesmente não quero continuar a procurar-te
a tentar encontrar-te, a voltar a tentar construir-te, a tentar construir-nos.
É verdade que nunca pensei um dia ter de ponderar um futuro sem ti, mas
o futuro assim o ditou e, embora haja esperança para nós, nós já não faz
sentido, deixamos crescer muitas coisa entre nós, coisas que nos impedem
de sermos o que sempre fomos. Acabámos, ainda antes de podermos
contar uma história, talvez não sejamos mais que um pequeno capítulo,
um pequeno capítulo, que embora possa ter sido importante, não será
recordado, muito menos comentado. Iremos, para sempre, lutar contra
todas as lembranças, todas as histórias, todos os momentos que nos
juntem, bem o sei... É por isso que te não quero incomodar mais, não
quero que voltes a perder tempo a ponderar partir ou ficar, deixo-te ir.
Peço-te ape…

Directamente d'os Aristocratas

"Circulava eu pela via, a caminho de casa, enquanto ouvia esse hit entre crescidos e pequenada que é o “(Blow my) Whistle” a pensar em tudo e em nada, como todos nós fazemos no dia a dia, quando me deparei com um cenário familiar no carro ao lado. Um homem a conduzir com um olhar distante e a sua (presumo) esposa a seu lado, também ela com o olhar vago a olhar pela janela do seu lado.

Sorri pois percebi que ia ali um casal chateado, um casal que não se fala. Não sei porquê mas isso faz-me rir, saber que há ali aquele clima, aquela tensão por alguma discussão que tenha acontecido ou apenas (e no pior cenário) por ser o dia a dia daquele casal, gente que está junta mas não se fala, perderam a capacidade de comunicar e pelo caminho, provavelmente, o sentimento que os uniu inicialmente.

Duas coisas que por esta altura estarão a pensar:

1 – És um estúpido por sorrir com essas situações.
2 – Que exagero, aquilo pode ser um milhar de coisas diferentes sem ser necessariamente uma discuss…

Ficas aí

E depois, num dia qualquer, sentado, agarrado a um comodismo que nem sempre foi o teu,
apercebes-te de que o teu amor se tenta aventurar com quem se levanta energicamente
todos os dias para mais um desafio. Ah, como o teu amor gostava do desconhecido, do risco
calculado da forma mais errada possível (não tivesse sido eu sempre tão mau em matemática).
(E também é estranho, lembrares-te só agora que ela gostava disso e tu deixaste de lho
proporcionar. ) E agora por aqui ficas... Não ficas triste, ficas sentado, à espera que haja um
outro amor tão "capaz e tão maior" que te volte a fazer levantar do sofá... Tu não perdeste,
tu deixaste que o que "tinhas" por garantido te deixasse de ser suficiente, quando no fundo
sabias ser tudo aquilo com que sempre sonhaste e por orgulho, deixaste-a partir, deixaste-a
descobrir todo um novo mundo, sozinha... Deixaste-a perceber que lhe não eras assim tão
importante, deixaste-te trocar por alguém, que até pode não ser melhor (ou tal…