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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2009

Á venda numa tasquinha regional perto de si

Cachorro especial completamente natural... Preço: 12.50€ com oferta da bebida e um martelinho para lhe bater na cabeça, caso o animal comece a espenear muito!

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …

Será assim?

"Sei o que quero. E sei o que posso.
As circunstâncias que me levaram até ao que sou hoje nunca seriam suficientemente interessantes. Interessa-me o que posso ser. Interessa-me o que sou. Interessa-me o pensamento, o sentimento, o espírito.
Interessam-me com fascínio estranho os obstáculos, desafios, buracos que obrigam ao salto, descidas rápidas, mas mantenho um pé na prudência, no juízo.
O percurso das vidas transforma-se em igual. Interessa quando se pára, analisa, pesquisa, quando se é diferente sem se tentar ser diferente, original, único, inédito nas acções, nas ideias, nas palavras.
Qual é o meu retrato? Como me desenho? Procuro sem ansiedade ou desassossego mas anseio pelo próximo passo.
E o que me move é e será sempre o pensamento, a ideia. Descobri-los.
Não o pensamento inteligente, o pensamento lateral, criativo, perspicaz ou criador.
Nem é o pensamento da vida, sobre a vida, pela vida no seu aspecto mais amplo ou transcendente. Ou o pensamento filosofal, exagerado, ci…

Os verdadeiros burros e os falsos loucos

"O mais esperto dos homens é aquele que, pelo menos no meu parecer, espontâneamente, uma vez por mês, no mínimo, se chama a si mesmo asno..., coisa que hoje em dia constitui uma raridade inaudita. Outrora dizia-se do burro, pelo menos uma vez por ano, que ele o era, de facto; mas hoje... nada disso. E a tal ponto tudo hoje está mudado que, valha-me Deus!, não há maneira certa de distinguirmos o homem de talento do imbecil. Coisa que, naturalmente, obedece a um propósito.Acabo de me lembrar, a propósito, de uma anedota espanhola. Coisa de dois séculos e meio passados dizia-se em Espanha, quando os Franceses construíram o primeiro manicómio: «Fecharam num lugar à parte todos os seus doidos para nos fazerem acreditar que têm juízo». Os Espanhóis têm razão: quando fechamos os outros num manicómio, pretendemos demonstrar que estamos em nosso perfeito juízo. «X endoideceu...; portanto nós temos o nosso juízo no seu lugar». Não; há tempos já que a conclusão não é lícita. "

Fiodor Do…

Frivolidade

"O respeito que a tragédia inspira é muito mais perigoso do que a despreocupação de um chilrear de criança. Qual é a eterna condição das tragédias? A existência de ideias, cujo valor é considerado mais alto do que o da vida humana. E qual é a condição das guerras? A mesma coisa. Obrigam-te a morreres porque existe, dizem, alguma coisa que é superior à tua vida. A guerra só pode existir no mundo da tragédia; desde o começo da sua história, o homem apenas conheceu o mundo trágico e não é capaz de sair dele. A idade da tragédia só pode ser encerrada por uma revolta da frivolidade. As pessoas já só conhecem da Nona de Beethoven os quatro compassos do hino à alegria que acompanham a publicidade dos perfumes Bella. Isso não me escandaliza. A tragédia será banida do mundo como uma velha cabotina que, com a mão no peito, declama em voz áspera. A frivolidade é uma cura de emagrecimento radical. As coisas perderão noventa por cento do seu sentido e tornar-se-ão leves. Nessa atmosfera raref…

Um recado

A poesia eternamente sinónimo de melancolia, casou-se obrigada com a tristeza, a mágoa e o pesar. Sinónimo de inteligência da mente e do espírito foi sendo considerada como o género literário mais difícil de compreender e de alcançar.Usada tanto na oralidade como na escrita, a poesia significou sempre um lado triste de alguém, ou o lado sincero.Sempre o compreendi. Sempre me revi na poesia escura e nas palavras duras e sérias e também naquelas vagas, nas metáforas que se compreendem à terceira e no significado que parece ser o nosso. E que e é capaz de ser tão incrivelmente simples.Na vida, não pode ser igual. A poesia não pode estar ligada ao nosso corpo como a nossa figura. Deve sobrepor-se como uma capa e uma mentira se for preciso. A vida não é o que se escreve.Um dia achei que sim quando me entreguei por completo e as palavras eram mais palavras (achava eu) se as sentisse como elas se designam.A morte, o frio, a solidão, a saudade. E tinha que sentir a morte, o frio, a solidão e …

Ambiçao...

No dia-a-dia, contento-me com o meu trabalho que me parece sempre suficiente até começar a pensar realmente nele. De repente, sou atingido por um vento forte de ambição e empreendedorismo. Eu vou fazer isto! Eu podia fazer aquilo!Pego num caderno, olho para a folha, preparo a caneta e procuro as ideias.
Dura 2 minutos.Lá vão elas.

In: http://segundoimpacto.blogspot.com/

O livre arbítrio não existe.

"O livre arbítrio não existe.Contemplando uma cascata, acreditamos ver nas inúmeras ondulações, serpenteares, quebras de ondas, liberdade da vontade e capricho; mas tudo é necessidade, cada movimento pode ser calculado matematicamente. O mesmo acontece com as acções humanas; poder-se-ia calcular antecipadamente cada acção, caso se fosse omnisciente, e, da mesma maneira, cada progresso do conhecimento, cada erro, cada maldade. O homem, agindo ele próprio, tem a ilusão, é verdade, do livre-arbítrio; se por um instante a roda do mundo parasse e houvesse uma inteligência calculadora omnisciente para aproveitar essa pausa, ela poderia continuar a calcular o futuro de cada ser até aos tempos mais distantes e marcar cada rasto por onde essa roda a partir de então passaria. A ilusão sobre si mesmo do homem actuante, a convicção do seu livre-arbítrio, pertence igualmente a esse mecanismo, que é objecto de cálculo. "

Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'

Escrever

Escrever é não aguentar mais guardar a alma.
É largar o peso das palavras e fugir a sete pés.
Escrever é quando a vida se mente a si mesma e tudo são flores e rios e céus azuis e passarinhos queridos e velhinhos felizes de mãos dadas.
Escrever é quando a vida se revela sem piedade e tudo é guerra.
Escrever é paixão.
É a vontade, a saudade estranha e a que existe.
Escrever é a tristeza.
A grande e a pequena tristeza.
Escrever é ter um filho, perder um lápis, querer um gelado.
Escrever é casar, fugir, esquecer.
Escrever é amar o mundo e desejar que nunca existisse.
É viver numa ilha e estar preso no meio da multidão.
É perder o tempo com nada e não haver tempo para tudo.
É chorar sem porquês, rir sem porquês, viver sem porquês.

Escrever é estar aqui para sempre.

Em: Segundo impacto