Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2011

A mudança

Isto qui vai mudar. E vai mudar porque está a
ficar muito "escuro". E dizem-me que o que
escrevemos reflecte aquilo que sentimos. E eu,
que até me sinto bem, não quero ser apontado
na rua como o menino que anda todo negrinho
por dentro. E chateiam-me aquelas pessoas de
mau humor logo de manhã. E ao fim do dia e
durante o resto do dia, entediantes pah.

Da gaveta...

Ali estavas tu, alheia ao mundo, alheia a mim, lá fora chovia torrencialmente, o caos acabara de se instalar nas ruas do Porto, no bar onde nos encontramos (e acabaria por ditar o nosso desencontro) a fumo instalara-se há muito, as portas estavam todas fechadas, inalavas o fumo que tanto odiavas, enquanto te "distanciavas"
de mim, eu aproximava-me do teu objectivo, e por ali fiquei a beber copos com aqueles que se me nao alheiam enquanto o mundo cá fora parecia castigar todos os que andavam na rua. E eu, eu que entrei alheio ao resto não te consegui ignorar e fui-te observando de longe. Por ali ficaste, como se eu ali não estivesse, como se a minha presença te não fizesse qualquer diferença, continuavas alegre com aqueles que te rodeavam, praticamente não te ouviam, bem o sei, mas tu tens esse charme, que para mim se tornou insignificante à beira daquilo que consegues ser, as pessoas ficam so para olhar para ti. Não sei se me ignoraste a noite inteira, nao sei se só me viste…

Ensaio

Imaginem-se algures numa urgencia de um hospital. Pois bem, aí começa a história do Gonçalo, que acabara de levar a sua esposa por se ter sentido indisposta durante o jantar. Consciente ainda, Rita, a esposa ia dizendo a Gonçalo que provavelmente teria sido de nunca ter ido a um restaurante indiano.
Gonçalo, arquitecto em Coimbra (ainda não tinhamos mencionado a profissão), conhecera Rita quando estudou no Porto, já lá vão 16 anos e 2 filhos em comum.
Conversavam enquanto aguardavam a chamada do médico, que após algumas horas chama. Rita entrou, Gonçalo decidiu esperar, Rita não apresentava sinais de preocupação e ele sempre soube que Rita prezava a sua "privacidade".
Ao fim de umas quantas horas o médico sai e pergunta pelo marido de Rita, que por sua vez ja se sentia incomodado com tanta demora.
Dr: - Sr. Gonçalo, eu sei que aparentemente a sua esposa se encontrava bem, mas no fim de alguns exames de despiste detectamos um problema grave, o que nos levou a operá-la de imediat…

Morreu, coitado

E sem que nada o fizesse adivinhar morreu.
Apanhou toda a gente de surpresa, até a
própria morte, que almoçava descontraidamente
com ele. Apanhou-a de tal forma distraida
que, enquanto o seu corpo lutava inutilmente
contra a morte não anunciada, teve tempo
para pensar em tudo o que não fez. Não fosse
o facto de estar "inconsciente", teria escrito
uma carta a pedir desculpa e a fazer promessas
do que nunca iria ser feito. Mas no fundo, não
era mentira, de facto, não eram mais do que os
seus sonhos, agora inalcançaveis. Morreu, coitado
e mais coitado ainda porque achou que tinha
tempo. Constatou, enquanto a morte o agonizava
e pedia a conta, (sim porque quem morre não deixa
dividas e a morte bem o sabia, até porque nunca
é seu hábito pagar o que quer que seja) que nada
de bom deixara neste mundo, constatou que de
todos os dias em que viveu em nada contribuiu
para que alguma coisa neste mundo e só neste
fosse melhor. Lembrou-se que até o crescimento
dos próprios filhos, com boa reputação lá…

De repente

E se de repente te desses conta de que não vives
como deverias viver, como a vida realmente merece
ser vivida. Se desses conta de que a maioria dos
dias te levantas sem esperança que algo de bom se
venha a revelar. E se tudo o que fazes não passe
já de um gesto robotizado, rotineiro que vais
repetindo e repetindo num ciclo monótono e sem
qualquer interesse, porque te esqueceste que já
há muito tempo atrás começaste a controlar todos
os teus actos, deixaste de ser espontaneo, não
foste mais tu, porque quiseste ser um outro que
não querias ser e foste. E se hoje voltasses a
ser tu novamente, será que as pessoas se esqueciam
do outro que foste durante tanto tempo? Será?

Não é grave

Já tentei, não poucas vezes, tentar perceber quem
sou, é obvio que me continuo a interrogar e cada
vez me perco mais a tentar perceber. E decido,
finalmente desistir de tentar perceber o que ando
por cá a fazer e com que objectivo. O tempo com
certeza me chegará com essa certeza e aí já nao
terei de me interrogar. Agora o que realmente me
preocupa é que não percebo porcaria nenhuma de
cozinha, a nao ser que fica no piso de baixo e que
é a porta ao fundo do corredor e vou ter de fazer
o jantar para umas 15 pessoas. Uma aposta bem
pensada da minha parte. Portanto, hoje à tarde
vou ali ao pingo doce buscar umas pizzas congeladas.

23 de Setembro de 2011

"10ª Edição - Back To School

BILHETES JÁ À VENDA EM TICKETLINE.PT e postos aderentes|


Sendo o 10º aniversário, e por ser 10 um número bastante importante, esta décima edição do Back To School não poderia ser menos do que o que será!

Começando por diversas apresentações artísticas desde Ballet, passando pelas bandas de Rock recentemente formadas e pelos workshops de dança e culminando num conjunto de representações teatrais e musicais, as tardes do Festival vão mostrar o melhor que a cultura marcoense tem para oferecer!

Quando a noite cair, não vão ser as estrelas celestes as que mais brilharão, nos dias 23 e 24 de Setembro, no palco principal do Back To School ‘11.
Pela primeira vez no nosso concelho e na região, o festival contará com a presença da já mais que consagrada banda LINDA MARTINI e dos gloriosos TARA PERDIDA.

Como Back To School que se preze dá relevo às do bandas do Marco que, cada dia que passa, se mostram dignas de um público mais e mais fascinado, o festival terá a hon…

No aniversário

* De realçar que era uma garrafa de 1950... eheh

Eu posso...

A ti que não tens comparação, a ti que transformas
o simples no mais complexo emaranhado de ideias,
a ti que vives no teu mundo e adoras visitar o
meu, quanto mais nao for para que eu te chame
a atenção para o que não queres ver, a ti que vais
e vens sem querer ficar, sem querer partir, a ti
que vagueias por um sem fim de caminhos cruzados
e encontras sempre o caminho para mim, a ti, a ti
desejo que tudo seja perfeito, só para ver se
acalmas um bocadinho e deixas de buscar tao
incessantemente aquilo que te fartas de encontrar
de cada vez que vais e vens, de cada vez que
esperas. E lembra-te, eu nao preciso procurar, so
preciso esperar que me voltes a encontrare enquanto
isso por aqui fico, tranquilo, sem medo das minhas
más escolhas, com um certo receito daquelas que
poderao ser as tuas más escolhas, mas fico...

Por aqui

Chegas tarde, nao te queres fazer notar, mas
emaranhas a realidade que me envolve, como quem
sabe o que faz, sem a noçao de que nao pode.
Como se o facto de conseguires acalmar o meu mundo
te dê o direito de ficar, como se de alguma forma
a impressao de mudares o meu rumo te faça pertencer
a ele. Tentas, sem te querer comprometer, ficar.
E eu sem saber bem o que fazer, continuo-te a
afastar e a deixar-me viver com o barulho com que
me habituei, enquanto tu, tentas fazer com que
a harmonia paire nas nossas vidas. Tu silenciosa
demais, eu ruidoso demais. Nao me parece que
consigamos ficar, mas também nao me parece que
devessemos partir. Aqui ficamos.
Faço-te promessas eternas que acabam ao anoitecer.
Acreditas com a esperança de que seja mentira.
E amanha tudo nao passou de mais um sonho sem sentido.

Nop

"Nao, nao vais chegar a tempo se continuares assim..."
É sempre uma coisa bonita de se ouvir, depois de ter
chegado a horas ao cinema e tudo. Será que esse nao
vais chegar a tempo se referia a outra coisa que me
nao ocorreu? Ora muito obrigado... lol!!
Mulheres...
"Viver sempre foi e sempre será um risco, um tiro no escuro e um acto que implica lidar de forma diária e continua com o desconhecido. Por muito prudentes, cuidadosos e sensatos que possamos ser, é preciso aceitar que não controlamos tudo, que nunca vamos controlar tudo e que viver implicará sempre correr riscos, eventuais exposições à rejeição, à perda, à desilusão e ao desconhecido, mas também à um conjunto de emoções positivas. Tudo isto faz parte da vida e de nada nos adianta viver mergulhados num mar de medos, desconfianças, hiperprotecção e controlo ilusório só porque podemos vir a ser vítimas de uma tragédia, ser enganados ou atraiçoados, até porque ao estar sempre com o pé atrás e ficar sistematicamente na defensiva e cheios de desconfianças estamos a impedir que as coisas boas entrem na nossa vida. Claro que com tanto negativismo e receio à nossa volta vamos concluir constantemente que ninguém é de confiança, fechando-nos ainda mais no nosso mundinho. Isto, por não diz…
Era uma vez (é assim que devem começar todas as histórias de enganar) uma menina chamada Alicia, que se apaixonara por um menino chamado Héracles, que vinha passar férias à sua humilde aldeia todos os anos. A primeira vez que se cruzaram não teriam mais de 4 anos. Como é normal nas aldeias pequenas não abundam as crianças, portanto desde tenra idade brincavam juntos. Acabaram por se "descobrirem" um ao outro, antes que outros o fizessem. Com o passar dos anos Héracles, habituado aos prazeres mundanos oferecidos pela cidade começou a menosprezar as férias passadas com a família no campo e ficava em casa na internet a falar com os seus amigos da cidade e a queixar-se da monotonia que o assolava todos os anos por esta altura.
Alicia por sua vez começara a estudar numa universidade na capital e para si nada de mais importante e de valor havia que estes meses passados junto à sua família, à sua rotina.
O tempo foi passando, ambos tinham vidas diferentes, ambos tiveram relacinonamen…

E um dia paras.

Vives, vives como o amanha te não fizesse
qualquer tipo de confusão, como se o facto
de viver o hoje te chegasse para amanha.
E assim tentas enganar todos os que te
rodeiam e lentamente vai-te surgindo a
inevitável questão. Sera que ainda há tempo?
No meio de tudo isto tentaste enganar-te,
tentas acreditar que tinhas a tua forma
diferente de viver e que te era suficiente.
E agora, agora pode já ser tarde demais para
mudar, ou até pode não ser, mas a tua vontade
de descobrir não é muita, até porque, mais
vale viver com esperança e acreditar em alguma
coisa, do que ir de encontro à duvida e ter a
certeza de que realmente tens vivido "mal".

Futuro 2

Passamos a vida inteira preocupados com o futuro, com planos hipotéticos, a tentar adivinhar o imprevisivel. Como se prever o futuro fosse aliviar o impacto das mudanças que ele acarreta. O futuro nada mais é senão o esconderijo dos nossos medos
mais profundos e dos nossos sonhos mais irreais. E quando ele finalmente chega damos conta de que nada tem a ver com o que esperavamos.

Dr. House

“It’s a basic truth of the human condition that everybody lies. The only variable is about what.”

“No, there is not a thin line between love and hate. There is, in fact, a Great Wall of China with armed sentries posted every twenty feet between love and hate.”

“You can have all the faith you want in spirits, and the afterlife, and heaven and hell, but when it comes to this world, don’t be an idiot. Cause you can tell me you put your faith in God to put you through the day, but when it comes time to cross the road, I know you look both ways.”

D' "O livro do desassossego"

"Cai leve, fim do dia certo, em que os que crêem e erram
se engrenam no trabalho do costume, e têm, na sua própria
dor, a felicidade da inconsciência. Cai leve, onda de luz que
cessa, melancolia da tarde inútil, bruma sem névoa que entra
no meu coração. Cai leve, suave, indefinida palidez lúcida e
azul da tarde aquática — leve, suave, triste sobre a terra
simples e fria. Cai leve, cinza invisível, monotonia magoada,
tédio sem torpor."