domingo, 28 de abril de 2013

Da noite entorpecida

E, pelo meio de uma noite entorpecida pelos copos que se faziam cair pesados num corpo já fraco, foi possível vislumbrar um sorriso perdido, sincero, espontâneo. Assim o teriam pensado todos, se o tivessem visto. Eu, já desde o início me havia apercebido que poderias ser diferente, poderias cansar o banal com a tua marca pessoal. O tempo passou, perdi-te de vista. Até que voltaste, já mais cansada, já mais entorpecida, já menos equilibrada, mas o teu sorriso, esse mantinha-se igual. Por entre um ou outro momento fiz de conta conhecer-te, só para me encaixar nesse teu mundo, onde um sorriso era só mesmo um sorriso de facto, um sorriso desprendido de tudo o que me poderia prender. Podia ser eu, pensava. E foi então que falaste... Hás-de ter dito algo deste género: fhasd ddasd cdsxfcxc ****!! E eu percebi.

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