sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mais

Do que se vê para dentro, pouco fica, ou nada para os que não vêem tão bem. Os outros esses olham para fora e dizem que viram tudo. Os que vêem até lá dentro viram muito menos, mas sabem muito mais. E aqueles que se lembram de tudo, não viveram à intensidade que seria suposto. Eu não me lembro... Não me lembro porque estive lá só e apenas para viver, esqueço-me, porque é sempre demais, são noites demais, são dias demais, são loucuras demais, é tudo demais. E eu sei que para aqueles que vivem pouco, demais será sempre demais, mas para nós, os que gostámos de viver e nos esquecemos, demais não chega. Demais parece quase como que uma gotinha do que poderia ter sido. Procurámos mais, porque mais não nos chega, até chegar.

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