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Para onde?

E ali estava, mais uma vez. Parecia que todas as circunstâncias o faziam caminhar naquela direcção, sempre. Às vezes perguntava-se, meio desorientado, porque é que ia sempre para ali, mesmo sabendo que aquele caminho não o levava a parte alguma, ou, se quisermos, não o levava no sentido que um dia traçara como seu, era como se caminhasse no sentido de outra pessoa qualquer. Ao caminhar para ali, apesar de o fazer aproximar-se dele, afastava-o do seu sentido. Era quase como caminhar para "trás" dele, sentia que ao ir naquele sentido, apesar de ir para a frente recuava. Por ali ficou até ser tarde, porque a vontade de ficar vencia sempre toda a razão, ou não razão, como quisermos. Ficou, foi ele, foi feliz, foi simples... Sabe-se que não caminhou para onde sempre quis, mas sabe-se pelo menos que foi sempre ele, apesar de não ter ido longe, nem ter chegado onde um dia quisera, foi feliz. E enquanto assim foi, ficou. Ficou até o deixarem ficar, dali não se sabe se conseguiu seguir o caminho de sempre, não se sabe nada, não se sabe se foi a tempo, se foi tarde, se chegou a ir, ou até se depois de tudo aquele ainda era o caminho. Sabe-se que foi feliz, por um momento, por um breve e marcante momento. Se se perdeu, perdeu-se em felicidade!

Comentários

  1. Resposta um bocadinho envergonhada:
    Conheço muito pouco para te dar essa resposta...

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  2. Não faz mal. Ainda és quase jovem, tens tempo para descobrir se te apetecer:)
    Fiz a pergunta pq algo nos teus textos me faz lembrar a escrita dele, algumas vezes. (e é um elogio)

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  3. Fui logo procurar;) e vi um texto de que gostei bastante... És uma quase jovem que conhece muita.coisa;) e obrigado pela comparaçao, gostei mesmo do senhor... Beijinho*

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  4. gosto!
    gostava de ter sido eu a escrever este texto.
    parabéns!

    :)

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