terça-feira, 7 de maio de 2013

O eu

Foi fácil procurar-me em ti, dei muitas vezes comigo onde querias que eu estivesse. É fácil ser eu contigo, porque sou eu que me encontro em ti sem procurar. Encontro um eu, que nem sempre sou. E ao "ver-te" partir, parte um eu que só o foi contigo. No fundo parte o eu que só fazia sentido em ti e eu tenho de voltar a ser o outro eu, o eu que nunca precisei de ser para ti. Levaste-me ao eu que eu tinha de ser e eu agora só posso voltar a ser o outro eu, o eu que vais voltar a encontrar, se um dia quiseres voltar. Já não vou ser o eu que existia em ti, vai ser um eu que vai ter de existir sozinho, sozinho de ti, sozinho, bem longe de ti.

4 comentários:

  1. "Não acho que tu sejas a pessoa que me pode curar da minha dor, mas se calhar, nesta etapa da minha vida, o que eu preciso não é de um médico, mas de alguém com uma dor como a minha" Acho que esta "tua" frase também diz bastante...

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  2. Desculpe, mas senti-me impelida a vir aqui mandar a minha laracha. Podemos ser muitos "eu's" ao longo da vida, mas o melhor mesmo é quando nos encontramos a nós próprios. E como tudo acontece por uma razão, (às vezes) para nos encontrarmos precisamos de estar perdidos.

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  3. Boas noites ;) Sinta-se completamente à vontade... Concordo perfeitamente... E, para termos noção de que estamos perdidos, é preciso saber de onde viemos e para onde queremos ir... No fundo nunca estamos, tal como disse, perdidos... Se calhar só perdemos o caminho "daquele" eu...

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