terça-feira, 28 de maio de 2013

E porquê?

Se a um outro qualquer perguntassem o porquê de a amar, certamente teria um sem fim de motivos fantásticos e tangentes. Tenho a certeza de que lhe apontariam virtudes que eu muitas vezes perdia de vista. Diriam coisas tão lindas acerca dela que certamente teria de me esconder, para não correr o risco de me vislumbrar. Sei que a descreveriam como sendo mais e melhor que os demais, sei que a diriam como um projecto inacabado, mas já perfeito. No entanto, se me perguntarem a mim só lhe saberei dizer que é por ser ela, direi-lhe que não sei... Que gosto só. Como se só gostar não chegasse. Diria-lhe que é por sermos nós, por ser uma história nossa. Olhar-lhe-ia nos olhos e dir-lhe-ia a medo que a proximidade nos obriga a perder de vista o bom e o mau e as coisas não mais são que "velhos hábitos". O velho hábito de gostar, que já há muito perdeu a razão, que já há muito se esqueceu do porquê de começar. E é nesse perder de vista que tenho noção que te perco, por te não saber dizer quem és.

4 comentários:

  1. Gostar só não chega... Gostar gosta-se de sol e de chocolate. Podes não usar muitos adjectivos para descrevê-la, mas "ama-a" ou "adora-a"...

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  2. E ao amar ou adorar, não chega quase a ser suficiente? ;)

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  3. "quase" e "suficiente"...:)

    Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. ( Becktett )

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  4. Mas o amar ou adorar ser quase suficiente depois é compensado com todo um universo de de gestos, atitudes e coisas assim ;) E assim estou em crer que é bem mais que suficiente...

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