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Jardim

Era um homem feliz... Acreditava que o amor um dia o levaria a uma casa... À casa que seria sua por direito, por amor... O que nunca havia compreendido é que o amor era apenas o meio para chegar a uma casa, depois de lá chegado, seria com amor e verdadeira dedicação, talvez algum sacrifício que construiria um lar, o que, ao fim de contas, procurava... Foi tarde que descobriu que o amor não chegava para construir um lar, foi tarde que percebeu que a casa nunca passaria disso só, de uma casa... Independentemente do seu tamanho, da sua fachada, da sua imponência, seria sempre uma casa, sem o amor que esperava como seu, como de direito... E assim foi até ao fim, uma fachada que escondia um amor que nunca seria. um lar que nunca existiria, nunca se percebeu se feliz se triste... Sabe-se apenas que foi sempre construindo mais uma coisa aqui, outra ali. No fim, a casa era um palácio... Tenho para mim que a grandeza exterior servia só para esconder o vazio de dentro. Mas esta é só a minha opinião, os outros quase todos acreditam que foi feliz. Toda a gente adoraria ter um lago no meio da sala. Ainda poucos sabiam que o jardim era a felicidade e que o resto eram só flores!

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Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
Aqui jaz o sorriso de quem ousou querer o mundo dos imortais;
os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
e as mãos de jardim, onde beija-flores bebiam fantasia…
Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
Aqui repousa a alma da que jamais descansou de sentir tudo,
de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
Aqui perdurará o tempo que a vida não me deixou escrever."

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …