sábado, 31 de agosto de 2013

Ameaçara-o partir um dia... Disse-lho mil e oito vezes, contara-as uma a uma, como que se fosse a última vez... Fê-lo hoje... Não deixara de o amar, mas às vezes o amor não chega. Já há muito a deixara de a fazer rir, pensou que o sorriso sempre fora dela, mas afinal, ela devia-lho. Pensou em deixar-lhe uma carta... Uma carta de despedida, afinal todo o tempo que passaram juntos foi o suficiente para a vida de quem se contentasse com pouco. Queria deixar bem explícito, de forma a não lhe deixar a dúvida de que o amor não desaparecera, apenas se tornara insignificante. Não sabia bem como começar, afinal foram 9 anos de eternas promessas, promessas sinceras. Promessas que se não perdem nem se esquecem, promessas que ainda o poderiam vir a ser. Podia não ser um fim, embora parecesse uma despedida. Queria salientar que ele fez dela a pessoa mais feliz do mundo durante aquele tempo. Só deixou de fazer sentido, quando o sentido dele não era fazê-la feliz. Então escreveu "Para sempre" e nunca mais voltou.

3 comentários:

  1. Isso tem um quê de realidade ( estou a falar neste caso da última parte ). Por vezes quando se diz: "até nunca mais" ganha-se mais vontade de voltar para dizer mais uma palavrita que parece faltar!

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  2. Temos uma certa tendência a fazer aquilo que não queremos em razão, mas muitas vezes somos tomados pela vontade, perdemos a razão e fazemos aquilo que a razão não quer. No fundo acabamos por ser fiéis a nós quando voltámos ;)

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