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Seria só mais um dia por ali, mais um dia de trabalho habitual... Seria... Até
que o inesperado acontece, dentro da loja encontra-se a mão e a recém
nascida. O pai, está cá fora, sossegado, a fumar mais um cigarro, mais um...
De repente, uma explosão, um mar de chamas que se lhe segue, os gritos
dos que por ali passam, o desespero, o medo, um pai desolado e uma familia
envolta nesse cenário de destruição e desgraça. Nada aquele pai poderia fazer,
os bombeiros foram chamados e há um que se adianta a todos os outros.
Ao chegar tenta apoderar-se da realidade, enquanto o pai em desespero o
insulta por nada fazer, acusa-o, ataca-o, critica a sua passividade, o normal.

- Entre, não vê que a minha família corre perigo, não sei sequer se estão vivos!

- Vamos tentar manter a calma, qualquer passo mal dado ditará um fim desnecessário.

Entre uma e outra palavra menos simpática, o bombeiro apela ao bom senso.
Encontra uma estratégia e entra mesmo antes do primeiro carro de bombeiros chegar.
Lá dentro encontra um verdadeiro inferno, mas, sem medo, continua a avançar
para os gritos de socorro que se adivinham da próxima divisão. Chega até lá e
encontra a família do homem que tanto o insultara à chegada. Tenta encontrar uma saída
e lá o consegue a muito custo. Cá fora, a família reencontra-se, enquanto o bombeiro
desaparece sem esperar sequer que o homem que tanto o criticou se desculpe...

Ninguém diria que perdera toda a sua família numa situação parecida, ninguém diria.

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Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
Aqui jaz o sorriso de quem ousou querer o mundo dos imortais;
os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
e as mãos de jardim, onde beija-flores bebiam fantasia…
Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
Aqui repousa a alma da que jamais descansou de sentir tudo,
de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
Aqui perdurará o tempo que a vida não me deixou escrever."

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …