sábado, 7 de abril de 2012

Recordo-me de todas as pessoas que passaram na minha
vida, como se ainda estivessem presentes, sei que levo
um bocadinho de cada uma delas, sei que cada opção
que tomo, é influenciada por alguém, ou por muita gente.

Toda essa gente que acabou por construir a minha personalidade
e acabo por descobrir que muito do que sou, se deve ao facto
de tentar, embora inconscientemente, se deve a tentar ser
quem tu querias, a ser o que tu sempre procuraste...

Sou um bocadinho de ti, um bocadinho de todos, e pouco meu.
Agora, pergunto-te, se algum dia terias de fazer alguma coisa
para seres quem eu queria, para seres o que eu procurava e 
tu acabas por me convencer de que sempre foste quem procurei.

E agora... Agora é tarde... Mas sempre foste quem eu queria...
E eu sempre fui aquilo que tu querias que eu fosse e eu já não 
o sou.. Se nos restasse um bocadinho do que quer que fosse
ainda poderíamos ser quem queríamos, sem tentarmos...

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...