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Vivia assim... Como quem não vive! Todos duvidavam dele, mesmo quando parecia fazer sentido... Muitos havia que o ouviam, que o viam e que o tentavam viver, muitos se agarravam a ele, como que se fosse a última, a derradeira, esperança, a esperança que fazia com que continuassem a suportar a realidade tantas vezes fria, sem cor, tantas vezes cruel, tantas vezes injusta... Era quase como um acreditar por falta de uma opção melhor. Havia outros que até eram felizes e se prendiam a ele também de quando em volta, fazia-os voar, fazia-os viver o que nunca seria, levava-os onde nunca ninguém poderia ir e trazia-os de volta a casa... Com ele muitos voaram livres como nunca seriam, presos a uma realidade pesada que não permitia sequer pensar em depois de amanhã. Por onde passava deixava um sorriso no rosto, um sorriso calmo, sereno, um sorriso de que nem tudo estava perdido e ainda tudo era possível. Mesmo assim, era visto como uma aberração, como um absurdo... Às vezes passeava os que não andavam por verdejantes campos e magníficas quedas de agua, mesmo esses passados breves momentos, estremunhados por uma queda de quem não podia andar e tentou, gritavam com ele. Sentia-se pequeno quando fazia tão grandes momentos. Sentia-se oprimido pela realidade, sentia-se esmagado... Era como que apenas fosse um refúgio quente dos que passam frio. Era como que um abrigo para os que apanham a chuva na face. Dizia-se que era uma casa para aqueles que perderam tudo. Dizia-se que trazia de volta os mortos e que os conseguia fazer voltar a viver. Fazia com que o passado voltasse e se alterasse todo o futuro! Às vezes esforçava-se tanto que conseguia criar mundos surreais, belos, perfeitos, utópicos!! E mesmo assim todos o olhavam como um destruidor de felicidade. como que se além de ter feito um pobre desgraçado e sem esperança viajar até onde poderia ir se acreditasse nele, fosse obrigado a ir com ele, de mãos dadas, como que a traçar-lhe um caminho que nunca devia ter esquecido. Muitos, depois de se terem cruzado com ele, desejaram que nunca o tivessem encontrado, outros tantos ficavam gratos. E nunca ninguém ficava, vivia sozinho para os outros, sem pedir nada em troca. Existia só e deixava de existir no momento a seguir. Muitos lhe chamavam sonho, muitos lhe chamavam pesadelo... E ele nunca foi mais que nada, nunca foi mais que um conselheiro que ninguém ouvia e mesmo assim, de quando em volta voltava, para tentar acordar aqueles que adormeciam à sombra de uma realidade que não tinha de ser real. 

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Mas, quando por alguma razão o amor nos falha e a vida nos ludibria, deixamos de ser quem já fomos. Há muito deixamos aquelas paredes velhas. E há muito que os sonhos que um dia soltamos das paredes já não são os mesmos. Quando o amor nos falha por qualquer razão voltamos sem sonhos, pelo men…

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
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