sexta-feira, 19 de julho de 2013

Fugir

Muitas vezes o corpo e a mente perdem a razão e não sabem a diferença. Confundem início com fim, confundem bem e mal, trocam medo com excitação, alegria com angústia, amor com ódio, baralham sentimentos com acções, confundem ansiedade com vontade. E no meio de tudo isto às vezes ficamos, outras vezes fugimos. Se ficarmos temos coragem, mas se fugirmos não a perdemos. Porque o instinto é sempre fugir do perigo. Ficando arriscamos tudo no que pode não correr bem e o corpo e a mente avisam-nos de que a culpa é nossa ao ficar, porque por vontade deles tínhamos fugido.

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