terça-feira, 3 de julho de 2012

Em directo

Tenho saudades de quando me deitava e fica só a pensar
em tudo o que fiz durante o dia e no meio desses pensamentos
fáceis e aconchegantes, dava comigo a ser embalado por um
sono calmo, sereno e reconfortante... Agora, agora adormeço
a pensar no que podia, no que devia ter feito, e no que virá
acontecer à custa do que não foi feito, ou do que foi feito
e não devia... E assim, o sono não se limita a embalar-me,
incentiva-me a procurar todas as respostas para todas as
perguntas que me não queria colocar... E assim, assim é
muito mais difícil não acordar com a sensação que está,
afinal, tudo mais perdido que ontem, afinal nada foi feito
hoje para melhorar o amanhã, porque perdi muito tempo
com perguntas que me não devia ter podido deixado fazer...

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...