terça-feira, 3 de julho de 2012

E enquanto vislumbrava o céu estrelado, dava conta que
uma das estrelas que sempre me acompanhou me começa
a abandonar, não, a estrelinha não és tu, não és só tu, é
tudo o que de bom me fizeste sentir enquanto éramos nós.

Faz-me falta a vontade de correr atrás de ti, sem aquele
medo miudinho que hoje me faz querer fugir, faz-me
falta saber que atrás de ti estava alguma coisa que eu
queria, faz-me falta... Faz-me falta a inocência do inicio.

Dou conta agora que me deixei acomodar a uma vida
da qual sempre me pediste para afastar, descubro medos
que me prometeste vir a sentir um dia, se te não ouvisse,

talvez o sinta porque já te não tenho para me segurar a mão
e dizer que ainda vou a tempo, fazes-me falta só pela
segurança que me davas nas noites em que as estrelas não
tendem a aparecer com o mesmo brilho de sempre...

Sabes, às vezes ainda dou comigo a pensar que podias
voltar a brilhar na minha vida, nesta vida acomodada,
mundana, talvez, nesta vida que me arrasta por um vale
que me cega para o resto, para o resto do mundo...

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...