Avançar para o conteúdo principal
E enquanto vislumbrava o céu estrelado, dava conta que
uma das estrelas que sempre me acompanhou me começa
a abandonar, não, a estrelinha não és tu, não és só tu, é
tudo o que de bom me fizeste sentir enquanto éramos nós.

Faz-me falta a vontade de correr atrás de ti, sem aquele
medo miudinho que hoje me faz querer fugir, faz-me
falta saber que atrás de ti estava alguma coisa que eu
queria, faz-me falta... Faz-me falta a inocência do inicio.

Dou conta agora que me deixei acomodar a uma vida
da qual sempre me pediste para afastar, descubro medos
que me prometeste vir a sentir um dia, se te não ouvisse,

talvez o sinta porque já te não tenho para me segurar a mão
e dizer que ainda vou a tempo, fazes-me falta só pela
segurança que me davas nas noites em que as estrelas não
tendem a aparecer com o mesmo brilho de sempre...

Sabes, às vezes ainda dou comigo a pensar que podias
voltar a brilhar na minha vida, nesta vida acomodada,
mundana, talvez, nesta vida que me arrasta por um vale
que me cega para o resto, para o resto do mundo...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …

De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
Aqui jaz o sorriso de quem ousou querer o mundo dos imortais;
os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
e as mãos de jardim, onde beija-flores bebiam fantasia…
Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
Aqui repousa a alma da que jamais descansou de sentir tudo,
de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
Aqui perdurará o tempo que a vida não me deixou escrever."