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Ninguém.

Vens à rua e o que vês além dos vizinhos
Conhecidos que desconheces por completo?
O que vês além dos que correm apressadamente
Para a sua rotina inabalável, inalterável?

O que ves além de uma sociedade desanimada,
Destruída por tudo o que corrompe o que é fraco
E sem valor? O que ves quando olhas para outros?
Esses outros que conheces como ninguém…

Ninguém… Chegamos a um ponto em que ninguém
Conhece ninguém, os próprios melhores amigos
São-nos, apenas porque há uma certa afinidade,
Uma certa partilha de ideias, uma certa semelhança.

O meu melhor amigo poderia ser perfeitamente um
Arrumador de carros, um daqueles que todos olham
Com desprezo, com pena, com repúdio, com um certo
Ódio, com uma certa inveja, talvez, pela leveza com que vivem.

Sim, não damos conta da forma como os valores se
Perderam, não damos o verdadeiro valor às pessoas
Que nos rodeiam, que se tentam aproximar de nos,
Excluímo-las pelo que aparentam, com o que dirão.

“Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”
Acabas por ser mais um estereótipo social´
Acabas por ser um sem-abrigo com “amigos”
De boa aparência, tentas ser aquilo que nunca serás.

Não das conta de que além de todos os que trais
Por tentares seres o que não és, trais-te a ti própria,
Tentaras ser aquilo que nunca serás e a única coisa
Que ganhas é a imagem, a imagem que de nada te vale.

Tenho orgulho em todos os meus amigos, em todos
Aqueles em que posso confiar, não são todos geniais,
Não são todos ricos, não são todos “certinhos”, não
São todos bem vistos pelos que os olham de fora.

Até porque o que eles são verdadeiramente, encontra-se
Muito além da imagem que possam transparecer e essa
Essência que me e importante, que me vai ser benéfica.
Os meus amigos estão não querem saber o que os outros pensam.

Os meus amigos são o que pensam. São o que são…
E ninguém, ninguém lhes pode tirar a essência…
Ninguem…

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De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
Aqui jaz o sorriso de quem ousou querer o mundo dos imortais;
os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
e as mãos de jardim, onde beija-flores bebiam fantasia…
Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
Aqui repousa a alma da que jamais descansou de sentir tudo,
de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
Aqui perdurará o tempo que a vida não me deixou escrever."
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …