Avançar para o conteúdo principal
E a seguir a ti não vai haver mais ninguém... Não haverá mais abraços perfeitos, mais noites encantadas... Contigo levarás toda a magia que um dia foi nossa... Contigo levas a vida perfeita da qual nunca abdiquei... Contigo levas o meu mundo, o que restar dele, se testar. Levas contigo os dias mais brilhantes, a vida mais perfeita, contigo vou eu, inteiro... E todo o meu amor, o amor que tive sempre, fica contigo para sempre. Não nos vamos despedir, porque nunca se tem tempo de dizer adeus a quem nos leva tudo, todo, para sempre. 
Não quero abraços misericordiosos, abraços sem o nosso sentido... Quero ficar para sempre em ti e viver pela metade a vida toda. Não haverá nunca ninguém que te ocupe o lugar, não haverá quem se atreva, não haverá ninguém que me volte a fazer inteiro como serei para sempre contigo...
Contigo levas o que de melhor tive para dar e o que de pior tive para magoar. Sei que vai comigo a dor do nunca te ter dito adeus, mas sei que comigo vai a felicidade de me teres dito olá a primeira vez. Para mim serás sempre sol, sempre primavera, para mim serás sempre a vida, para mim serás sempre tu... Simples, num emaranhado de mundos e realidades e coisas que nunca poderiam ser, ou nunca serão. Levas contigo a simplicidade da felicidade... Da minha felicidade... E vou guardar para sempre o teu mais sincero sorriso, o teu mais profundo olhar. Levarás contigo o sorriso que me fará sorrir sempre, serás para sempre casa. Serás sempre a nossa rua inteira... E sempre que a lua lá alto brilha,  sei que brilhariamos os dois se a vida não nos atropelasse... "fossem estes outros tempos" e seríamos felizes para sempre. Assim o tempo não quer, assim a vida não nos deixe... E foi sempre até que o fim nos separasse, sempre com medo, mas sempre com a vontade de quem gosta e a certeza de que sempre gostará. Serás para sempre a luz que me faz brilhar, serás para sempre. Sunshininho.  

Comentários

  1. Nada é para sempre... nem o amor, nem sequer a tristeza. Começa por olhar à tua volta, sacode o pó da tua vida, areja a tua casa e as ideias, repara no que a vida te oferece e oferece-te tu à vida, vais ver que dentro de pouco tempo pela tua janela aberta vai entrar alguém que te vai dar valor, apreciar, e amar como nunca pensaste ser possível... tens é que deixar entrar em ti a vida.

    Deixo-te um beijo enorme:))

    ResponderEliminar
  2. Obrigado pela visita AC :)

    Um beijinho enorme para ti ;) *

    ResponderEliminar
  3. gosto muito deste texto, já o li várias vezes, em dias diferentes e encontro sempre algo diferente em casa vez que leio.
    é um texto que é uma teia de sentimentos de sentires e quereres, uma partilha e uma recusa um querer e não querer.
    um texto incrivelmente belo encerrado em todas a sua melancolia.
    um beijo
    :)

    ResponderEliminar
  4. É uma teia de sentimentos e de bem quereres, de uma partilha e de uma entrega...
    De um recusar, ou de um não poder ser, ou de um nunca poder ser.
    É daquelas coisas, nunca se ganha para sempre, perde-se :) Mas fica para sempre
    o que se ganhou ;)
    Obrigado Piedade por cá passares, mais que uma vez, é preciso paciência ;)

    Um beijinho *

    ResponderEliminar
  5. Parabéns pelo belíssimo texto e pela avalanche de sentimentos nele contidos...

    Abraço e bom fim de semana

    ResponderEliminar
  6. Obrigado Cristina :) Bom fim de semana

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …
Soltamos das paredes da imaginação o quadros com os sonhos... Caminhamos por caminhos que nunca tinham sido nossos... Deixamos quem éramos lá atrás e retocamos os quatros ainda há pouco desprendidos. Entorpecidos pelo amor, caminhamos enquanto pintamos, sonhamos enquanto caminhamos, construímos enquanto destruímos. Depois de soltos os sonhos, acabam por se prender em quem amamos. Ali, em quem amamos, residem agora os quadros dos nossos sonhos, as paredes da nossa imaginação, os limites da nossa existência. Ali, ali fica tudo o que já fomos e tudo o que gostaríamos de ter sido. Ali, como quem troca para uma casa maior e mais bonita, procuramos uma parede mais perfeita onde possamos decorar a vida.

Mas, quando por alguma razão o amor nos falha e a vida nos ludibria, deixamos de ser quem já fomos. Há muito deixamos aquelas paredes velhas. E há muito que os sonhos que um dia soltamos das paredes já não são os mesmos. Quando o amor nos falha por qualquer razão voltamos sem sonhos, pelo men…
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...