quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O fim como nao deve ser

Deambulas perdido num passado que te
afastou de viveres o presente, e te
impediu de ponderar o futuro. Foste
vivendo à cabra cega e até nem correu
muito mal, até à altura em que tiveste
de pensar nos objectivos que tinhas
traçado no passado. E qual o teu
espanto quando te dás conta que
caminhas à deriva num presente
cinzento e enfadonho, compensado por
uma garrafa de rum que te faz esquecer,
que te permite nao pensar, nao olhar
para a frente. Agarraste a toda a força
a um lema que não é teu e tentas viver
cada dia como se fosse o ultimo.
Quando o que devias ter feito era ter
aproveitado o ontem para hoje teres
alguma coisa que te faça pensar no
amanha. E assim vais vivendo, sem
sentido, sem medo, sem tempo, sem
esperança. Assim te deixas ir até
ao fim, ao fim de ti, ao fim de tudo.

2 comentários:

  1. "(...) Quando o que devias ter feito era ter
    aproveitado o ontem para hoje teres
    alguma coisa que te faça pemsar no
    amanhã. (...)"

    Como entendo as tuas palavras, Fábio. E que peso têm também na minha vida...

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  2. É o problema de uma sociedade inteira. Procuramos o instantaneo, queremos tudo agora e acabamos por nos esquecer de que o que realmente importa tem de ser conquistado, por vezes muito lentamente.

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...