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Justiça ao nome

Perdidos, andamos todos, porque ninguém
sabe no que este caminho vai dar. Acho
piada áqueles que se enaltecem por saberem
por onde vão, julgam-se os não perdidos e
acabam por ser os mais perdidos de todos.
Esses que julgam saber por onde vão, não
vão a lado algum, pelo menos que saibam.
Podem eventualmente ter a sorte de irem
para onde pensam e pensarem não estarem
perdidos. Tenho pena, se eles soubessem,
se eles soubessem, nao seriam assim tão
"críticos", nao olhavam à sua volta a
considerarem-se os melhores só porque
pensam ter um rumo, que afinal não têm.
E assim caminhamos todos, perdidos, sem
um amanha que nos aconchegue, sem um ontem
que nos garanta um hoje. Caminhamos, com
esperança de nao irmos muito perdidos,
enfim deambulamos por aí e o amanha
virá, esperamos nós!!!

E entre partirem um mundo falso, o que
é que eles fazem? Constroem outro mundo
falso em cima deste e quando damos conta
é tudo uma grande mentira, e assim, todos
enganados, todos a mentir lá nos deixamos
ir, na esperança que haja mais um mundo,
um mundo supostamente melhor, que se calhar
mais não é do que o mais falso dos mundos.
E depois de morrerem e nada acontecer, não
se venham queixar, eu avisei, aquilo deve
ser entediante, e não deve ter aquecimento.
Nem inferno vá...

(Diambulices - Caminhadas diárias, com ou
sem sentido, a palavra foi inventada)

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De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
Aqui jaz o sorriso de quem ousou querer o mundo dos imortais;
os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
e as mãos de jardim, onde beija-flores bebiam fantasia…
Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
Aqui repousa a alma da que jamais descansou de sentir tudo,
de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
Aqui perdurará o tempo que a vida não me deixou escrever."
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …