Avançar para o conteúdo principal

Justiça ao nome

Perdidos, andamos todos, porque ninguém
sabe no que este caminho vai dar. Acho
piada áqueles que se enaltecem por saberem
por onde vão, julgam-se os não perdidos e
acabam por ser os mais perdidos de todos.
Esses que julgam saber por onde vão, não
vão a lado algum, pelo menos que saibam.
Podem eventualmente ter a sorte de irem
para onde pensam e pensarem não estarem
perdidos. Tenho pena, se eles soubessem,
se eles soubessem, nao seriam assim tão
"críticos", nao olhavam à sua volta a
considerarem-se os melhores só porque
pensam ter um rumo, que afinal não têm.
E assim caminhamos todos, perdidos, sem
um amanha que nos aconchegue, sem um ontem
que nos garanta um hoje. Caminhamos, com
esperança de nao irmos muito perdidos,
enfim deambulamos por aí e o amanha
virá, esperamos nós!!!

E entre partirem um mundo falso, o que
é que eles fazem? Constroem outro mundo
falso em cima deste e quando damos conta
é tudo uma grande mentira, e assim, todos
enganados, todos a mentir lá nos deixamos
ir, na esperança que haja mais um mundo,
um mundo supostamente melhor, que se calhar
mais não é do que o mais falso dos mundos.
E depois de morrerem e nada acontecer, não
se venham queixar, eu avisei, aquilo deve
ser entediante, e não deve ter aquecimento.
Nem inferno vá...

(Diambulices - Caminhadas diárias, com ou
sem sentido, a palavra foi inventada)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Soltamos das paredes da imaginação o quadros com os sonhos... Caminhamos por caminhos que nunca tinham sido nossos... Deixamos quem éramos lá atrás e retocamos os quatros ainda há pouco desprendidos. Entorpecidos pelo amor, caminhamos enquanto pintamos, sonhamos enquanto caminhamos, construímos enquanto destruímos. Depois de soltos os sonhos, acabam por se prender em quem amamos. Ali, em quem amamos, residem agora os quadros dos nossos sonhos, as paredes da nossa imaginação, os limites da nossa existência. Ali, ali fica tudo o que já fomos e tudo o que gostaríamos de ter sido. Ali, como quem troca para uma casa maior e mais bonita, procuramos uma parede mais perfeita onde possamos decorar a vida.

Mas, quando por alguma razão o amor nos falha e a vida nos ludibria, deixamos de ser quem já fomos. Há muito deixamos aquelas paredes velhas. E há muito que os sonhos que um dia soltamos das paredes já não são os mesmos. Quando o amor nos falha por qualquer razão voltamos sem sonhos, pelo men…

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...