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Talvez

Antes sonhara toda a vida. Imaginara como seria o amanhã e o depois e o entretanto... Imaginara todas as conquistas que alcançaria um dia. Imaginava uma vida perfeita, uma vida única, julgava ter a capacidade de ser diferente de todos e adorado por outros tantos... À medida que os dias que um dia imaginara se lhe esbarravam com a vida começou a perceber que talvez tudo o que imaginou mais não era que o que toda a gente imaginara também... Lá atrás, onde sonhava de olhos abertos, julgava-se diferente e no fundo nunca foi diferente... A diferença talvez fosse que nunca partilhara o seu mundo com ninguém, os seus sonhos, os seus objectivos e como se dizia já há muito, um sonho que não é partilhado mais não é que isso mesmo, um sonho... Os dias iam passando e ia coleccionando derrotas, leves, pesadas... Das vitórias todas que tinha imaginado juntou derrotas e à medida que o tempo ia passando as derrotas pequenas quase eram como vitórias... Agora, de cada vez que viajava para o futuro mais não via que derrotas, cada vez mais derrotas, cada vez mais igual a todos, cada vez mais incapaz de ser diferente... Talvez um dia, mais lá para a frente o futuro o voltasse a surpreender e em vez das derrotas já imaginadas e quase vividas chegassem inesperadas vitórias. Talvez... O tempo, esse que se diz tudo ensinar a quem lhe conseguir resistir, ensinou-lhe que não se pode viver para a frente nem para trás e que o "dia mais importante da história de cada pessoa é hoje", talvez um dia aprenda a não viajar para onde não se sabe... Talvez não venha a ser feliz.. Talvez... Mas por enquanto, por enquanto mais vale não ser já infeliz... Talvez...

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Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …

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os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
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Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
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de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
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