quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pedido informal aos portugueses

Caros portugueses, temos sido diariamente atacados por uma nova estirpe de um virus especulativo chamada "agência de Rating". Ainda meio abalados por esse ataque, que nos coloca numa situação de falência iminente, esperamos que aqueles que "colocamos" no governo nos digam o que fazer.
Pois bem, certamente nao ficaria nada bem, nem seria considerado política e economicamente correcto, ao Sr. Presidente da Republica pedir aos portugueses, tao inocentes, coitados (de realçar a subtileza com que grande parte dos portugueses ludibria o sistema de forma a nunca declarar os seus verdadeiros rendimentos), que nao compremos tantos produtos internacionais, nao lhe ficaria nada bem pedir que tentassemos levantar o comércio nacional boicotando a entrada e a venda de produtos vindos daqueles que nos lançam diariamente para um buraco cada vez mais fundo.
Eu, que nao tenho rosto político, nem posso ser associado a qualquer partido, que até exerci o direito ou dever de voto, chamemos-lhe como quisermos, nao me limito, como a maioria, a criticar certas e determinadas decisoes tomadas pelo governo, tento, dentro das minhas limitações e consciente das limitações daqueles que me rodeiam, ajudar nesta enorme luta comercial e proteccionista, com a minha pequena contribuição ao comércio nacional. Todos sabemos que se nao adivinha um futuro radiante, mas se nada fizermos para mudar o rumo de naçao sem esperança, resta-nos o arrependimento por nada termos feito em prole de uma sociedade massacrada pela televisao, pelas agencias ou em portugues correcto "ficçao".
Portugueses, tão orgulhosos por se considerarem patriotas, façam alguma coisa, barrem os produtos "dali do(s) país(es) vizinho(s)", ajudem-se e verão que esse tal virus mais nao será do que o "cão que ladra enquanto a caravana passa".
Nao esperem que seja um ou outro cabeça de lista de partido que venha dizer para utilizarem um politica preteccionista ao que é nosso. Essas figuras estão limitadas no seu discurso, porque ao dizerem algo desse género, estariam a "assassinar" a ajuda internacional, a recusar a ajuda externa, que no final de contas, tanto precisamos. Isto por todos os anos em que assistimos à deriva de um país, que nem à água foi (de relembrar e realçar que nunca exploramos a nossa costa, talvez para nao fugir à ideologia do "partido os verdes", do qual ninguém gosta).
Por todos esses anos, por todos esses erros cometidos por todos nós (somos todos cúmplices de um crime já há muito anunciado) defendam-se, lutem, desliguem a televisao.

1 comentário:

  1. Em primeiro, votar é um dever. Faz parte do cidadão exercer o seu poder de voto, afinal de contas, ainda somos um país livre, como também faz parte do governo gerir o país de forma a que todos desfrutemos do mesmo e não a meter dinheiro ao bolso como fazem.
    Em segundo, o que é nacional é mesmo bom! Temos produtos tão bons, ou melhores, que muitos outros países.
    Terceiro, a taxa de abstenção continua praticamente igual, portanto minhas pessoas, se não levantaram o c* para irem votar (nem que fosse no sentido de demonstrarem interesse pela situação em que nos encontramos) não reclamem por ter sido eleito este ou aquele, mesmo quando "se mudam os cús no parlamento, mas a merda continua a mesma."

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...