terça-feira, 14 de junho de 2011

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Alheio a uma realidade que me rodeia e que,
hoje especialmente, nao me interessa nadinha,
recordo a forma como caminhas para longe de
ti mesma... Recordo aqueles momentos, em que
em silêncio prometias ser diferente. Tinhas
objectivos distantes, que te adivinhavam um
caminho longo e dificil de percorrer, mas que
te davam um certo brilho, uma certa cor que
te diferenciava dos que te rodeavam e te
chamavam louca, nos chamavam loucos...
Recordo-me de como calculei que caminhasses
sempre em direcçao a ti, ao que te completava,
ao que te fazia acordar todos os dias com esse
timido sorriso nos lábios. Hoje reparo, que
afinal, além de termos caminhado para longe
de nós, também acabaste por caminhar para
longe de ti, para bem longe de ti... Juntaste-te
áqueles que caminhavam no sentido de todos os
outros, juntaste-te áqueles sem esperança
no horizonte, afastaste-te com um medo que
não era teu, de um futuro que merecia ter sido
teu... Tudo porque um dia te deixaste invadir
por ideias que nao eram tuas, por ideias que
podias ter mantido longe dos teus passos.
Mas preferiste render-te, ficar comodamente
no mesmo sitio, enquanto as coisas acontecem à
tua volta, enquanto outros buscam o futuro que
era teu. Um dia, um dia vamos voltar atrás e
vamos dar conta de que afinal, deviamos ter
continuado a caminhar juntos para o tal futuro
incerto e diferente, porque eu nao te limitava
e tu nao me conhecias limites. Um dia.

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...