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Para sempre!

Escrevemos para aqueles que nao nos querem, ou
até quem sabe, para aqueles que nao nos conseguem
ouvir. Escrevemos para aqueles que virão a seguir,
porque quem gosta de se manifestar, nao se limita
ao seu tempo, ao seu trajecto. Quem gosta de
escrever pensa que nao é totalmente compreendido,
pode eventualmente pensar que os outros nao podem
atingir a complexidade dos seus pensamentos, podem
até pensar que sao unicos e geniais. Ou entao
podem apenas estar a atirar com a eternidade para
umas quantas palavras, podem querer viver para
sempre no que acabam por idealizar pelo que escrevem,
podem querer viver a realidade que criaram no papel,
até podem querer viver no imaginário e fazerem deste
o seu mundo. Podem já ter percebido, que afinal o
segredo para a vida eterna está aqui, aqui sim,
no que acabei de escrever. Se "amanha" alguém ler
o que acabei de escrever, estarei a viver para sempre,
ou pelo menos estarei a viver bem mais que a maioria.
O que acabei de escrever, poderá levar-me a viver
mais de 2000 anos, o que acabei de escrever poderá
ter-me tornado imortal, enquanto aproveito a vida
sem me preocupar com o amanha incerto e turbulento
que se imagina. E no entanto olho para aqueles que
lutam a todo o custo para se manterem "jovens" e
reparo na rapidez com que eles envelhecem. Olho
depois para o que acabo de escrever e reparo que,
apesar da distancia entre o inicio e o fim, as
palavras em nada envelheceram, apenas se prolongaram
no tempo... Nao será isto, isto apenas viver para
sempre? Viver para sempre não será tao só manifestar
as nossas ideias para alem da nossa vida?

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De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
Aqui jaz o sorriso de quem ousou querer o mundo dos imortais;
os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
e as mãos de jardim, onde beija-flores bebiam fantasia…
Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
Aqui repousa a alma da que jamais descansou de sentir tudo,
de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
Aqui perdurará o tempo que a vida não me deixou escrever."
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …