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Ele acreditou sempre... O mundo inteiro dizia-lhe que era doido... Mas ele sabia que não... Ele sabia que o mundo inteiro não estava certo... Ele sabia, desde a primeira vez que a viu sorrir, que era ela... Teve a certeza quando ela lhe deu o primeiro abraço e o mundo dele parou... Sonhou... Sonhou muito... Construiu um mundo onde seriam só eles... Tudo fazia sentido e o mundo não fazia ideia do que era certo ou errado... Entregou-se... A ele e ao mundo dele... Mostrou tudo o que era e tudo o que não era... Desprendido de merdas, completamente entregue a ela deixou-se ir... Não tinha muitas dúvidas.. E se dúvidas havia perdeu-as quando pela primeira vez os seus lábios tocaram no dela e pôde ver, por entre a perfeição de cada beijo, aquele sorriso, aquele olhar... E aquela covinha no rosto que se ia desenhando de quando em vez... Sabia que era amor... Teve a certeza naquele momento de que o mundo era doido e só ele é que sabia... Entregou-se, já sem medo, àquele amor que sabia ser perfeito... Deixou-se sonhar... E foi acreditando, mesmo quando parecia já não fazer muito sentido... Mesmo assim o mundo não sabia nada pensava ele... E o mundo deixou-o estar, deixou-o ser assim, sonhador, como sempre fora... Deixou-o acreditar e nunca mais lhe disse que era impossível... O mundo, como que num gesto de pena e compaixão deixou a vida dele entregue ao tempo... E o tempo veio e trouxe a verdade.. E a verdade trouxe a realidade... O mundo inteiro estava certo e ele era só mais um sonhador que acreditava em coisas absurdas... Um menino entregue a um sonho de quem não chegou a crescer... Agora, agora que o tempo lhe mostrou que ele e o seu sentimento não são nada, o mundo troça dele... E mostra-lhe, vez atrás de vez, o que ele nunca quis ver... Mostra-lhe o que esteve sempre ali, mesmo à sua frente... E ri-se... Ri-se baixinho... Com mais pena ainda... O mundo tem pena do menino que não é nada, nem nunca será... Tem pena dele por ter encontrado o amor e o amor lhe ter mostrado que não era suficientemente "bom" para quem amava... E o mundo ria-se baixinho... E ele gritava calado... E chorava de coração... E o mundo ria-se baixinho... 

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Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …
Soltamos das paredes da imaginação o quadros com os sonhos... Caminhamos por caminhos que nunca tinham sido nossos... Deixamos quem éramos lá atrás e retocamos os quatros ainda há pouco desprendidos. Entorpecidos pelo amor, caminhamos enquanto pintamos, sonhamos enquanto caminhamos, construímos enquanto destruímos. Depois de soltos os sonhos, acabam por se prender em quem amamos. Ali, em quem amamos, residem agora os quadros dos nossos sonhos, as paredes da nossa imaginação, os limites da nossa existência. Ali, ali fica tudo o que já fomos e tudo o que gostaríamos de ter sido. Ali, como quem troca para uma casa maior e mais bonita, procuramos uma parede mais perfeita onde possamos decorar a vida.

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