sábado, 9 de janeiro de 2016

Ele acreditou sempre... O mundo inteiro dizia-lhe que era doido... Mas ele sabia que não... Ele sabia que o mundo inteiro não estava certo... Ele sabia, desde a primeira vez que a viu sorrir, que era ela... Teve a certeza quando ela lhe deu o primeiro abraço e o mundo dele parou... Sonhou... Sonhou muito... Construiu um mundo onde seriam só eles... Tudo fazia sentido e o mundo não fazia ideia do que era certo ou errado... Entregou-se... A ele e ao mundo dele... Mostrou tudo o que era e tudo o que não era... Desprendido de merdas, completamente entregue a ela deixou-se ir... Não tinha muitas dúvidas.. E se dúvidas havia perdeu-as quando pela primeira vez os seus lábios tocaram no dela e pôde ver, por entre a perfeição de cada beijo, aquele sorriso, aquele olhar... E aquela covinha no rosto que se ia desenhando de quando em vez... Sabia que era amor... Teve a certeza naquele momento de que o mundo era doido e só ele é que sabia... Entregou-se, já sem medo, àquele amor que sabia ser perfeito... Deixou-se sonhar... E foi acreditando, mesmo quando parecia já não fazer muito sentido... Mesmo assim o mundo não sabia nada pensava ele... E o mundo deixou-o estar, deixou-o ser assim, sonhador, como sempre fora... Deixou-o acreditar e nunca mais lhe disse que era impossível... O mundo, como que num gesto de pena e compaixão deixou a vida dele entregue ao tempo... E o tempo veio e trouxe a verdade.. E a verdade trouxe a realidade... O mundo inteiro estava certo e ele era só mais um sonhador que acreditava em coisas absurdas... Um menino entregue a um sonho de quem não chegou a crescer... Agora, agora que o tempo lhe mostrou que ele e o seu sentimento não são nada, o mundo troça dele... E mostra-lhe, vez atrás de vez, o que ele nunca quis ver... Mostra-lhe o que esteve sempre ali, mesmo à sua frente... E ri-se... Ri-se baixinho... Com mais pena ainda... O mundo tem pena do menino que não é nada, nem nunca será... Tem pena dele por ter encontrado o amor e o amor lhe ter mostrado que não era suficientemente "bom" para quem amava... E o mundo ria-se baixinho... E ele gritava calado... E chorava de coração... E o mundo ria-se baixinho... 

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