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E ali estava, longe de "a quem" queria pertencer, longe de ser quem queria ser... Aquele sítio que sempre fora seu perdia força, perdia sentido... Sentia vontade de segurar o tempo que lhe fugia por entre o coração, sentia vontade de controlar o tempo de trás, de dizer o que jamais seria dito... Perdia-se em si, perdia-se de onde não era por não ser de lá... E assim, perdido de si, perdido em si dos outros gritava o que ninguém conseguia ou poderia ouvir... Todos o julgaram mudo, todos o julgaram perdido e ninguém era capaz de o ouvir... Nada era o que sentia dizer, e inaudível todo ele ficou para sempre.

Comentários

  1. Tem alguns erros, é melhor corrigir.
    Gosto de passar por aqui.
    Obg.

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  2. Olá, boa tarde...
    Tem alguns erros, sim, foi escrito no telemóvel quase a adormecer...
    Obg.

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  3. E eu tenho para mim que se os erros fazem parte da vida, também deviam fazer parte da escrita! ;)

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  4. Sorri!
    Escrevo com alguns erros.
    Não tenho corrector ortográfico.

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Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
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