terça-feira, 14 de junho de 2016

Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...

Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

1 comentário:

  1. Muitas coisas não duram para sempre e por vezes, por mais que nos esforcemos, existem variáveis que estão fora do nosso alcance. Resta-nos lamentar a perda e conseguir aguentar o que daí resulta...provavelmente a saudade. Há que pensar que melhores dias virão e que algum tipo de solidão, se é que é o caso, pode não ser má de todo de vez em quando.

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...