domingo, 26 de setembro de 2010

One way or another

Bom, por vezes dou comigo a pensar
no como seria se...
Se nao tivesse complicado demais,
se tivesse feito tudo de uma outra forma,
se deveria ter realmente, ou nao,
ter ido ali, ou nao ter ido a esse mesmo "ali".
Perguntaram-me, não faz muito tempo,
se tinha medo...
Respondi sem pensar (o que me levou a
dize-lo com a certeza e a convicçao
de que essa era mesmo a minha resposta)
Nao... Isto era o que eu realmente pensava.
O problema é que essa pergunta acompanhou-me
durante mais uns quantos dias...
O que me levou a perceber que abaixo da
superficialidade desse "nao"
Tinha mais medos do que seria possivel adivinhar.
Medos esses que passam por aqueles tais "se".
Nao foram poucas as vezes que me apeteceu
deixar-me levar pela espontaniedade, atirar
tudo o que tinha para correr atrás de algo
"maravilhoso" mas incerto, arriscado digamos.
No fim acabei por reparar que me identificava
perfeitamente no que um dia disse a uma pessoa
que me foi, ou que ainda me é, muito importante.
Disse-lhe: Nao te contentes com tudo o que tens,
se esse "tudo" á beira de tudo o que desejas, não for nada.

Disse-o um dia como se fosse o dono da razão,
como se já tivesse passado por situaçoes
em que larguei "tudo" para correr atrás
do que realmente seria o meu "tudo",
o meu sonho, a minha vontade, o que eu
realmente queria, mas não, no fundo, ao que
parece, nao passaram de palavras ocas.
Só agora dei conta de que nao tinha o direito
de ter dado tal "conselho", porque afinal,
eu nunca larguei nada para correr atrás de algo incerto.
Agora talvez compreenda a razão pela qual
tantas vezes me deixo ficar "comodamente sentado"
a dizer que nao quero.
Afinal o que me falta é mesmo a coragem de
"largar tudo".
Isto tudo porque reparei que passo ao lado de
pessoas que gosto e gostava de ter presentes,
apenas porque disse que "nao".
Se a partir de hoje vou mudar??
Acho que não...
"Sentado comodamente"


Gostei do filme, não é brilhante, mas vi-o
quando era novinho, eheh!!!
E isto é um exemplo de como ultrapassar
uns quantos "se"...
E o que tiver de ser... Será, enquanto isso
"sentado comodamente" espero.

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Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...