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Será assim?

"Sei o que quero. E sei o que posso.
As circunstâncias que me levaram até ao que sou hoje nunca seriam suficientemente interessantes. Interessa-me o que posso ser. Interessa-me o que sou. Interessa-me o pensamento, o sentimento, o espírito.
Interessam-me com fascínio estranho os obstáculos, desafios, buracos que obrigam ao salto, descidas rápidas, mas mantenho um pé na prudência, no juízo.
O percurso das vidas transforma-se em igual. Interessa quando se pára, analisa, pesquisa, quando se é diferente sem se tentar ser diferente, original, único, inédito nas acções, nas ideias, nas palavras.
Qual é o meu retrato? Como me desenho? Procuro sem ansiedade ou desassossego mas anseio pelo próximo passo.
E o que me move é e será sempre o pensamento, a ideia. Descobri-los.
Não o pensamento inteligente, o pensamento lateral, criativo, perspicaz ou criador.
Nem é o pensamento da vida, sobre a vida, pela vida no seu aspecto mais amplo ou transcendente. Ou o pensamento filosofal, exagerado, circunscrito às ideias e ampliado ao universo.
Mas o pensamento sobre as coisas, sobre as pessoas, sobre os objectos e as imagens. Um pensamento tão simples que é o de todos os dias e talvez o de todas as pessoas mas que de vez em quando se transforma na ideia brilhante, no texto exemplar ou simplesmente no que procuro ser. De vez em quando.
E este é o meu retrato."

Encontra-se no segundo impacto.

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De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
Aqui jaz o sorriso de quem ousou querer o mundo dos imortais;
os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
e as mãos de jardim, onde beija-flores bebiam fantasia…
Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
Aqui repousa a alma da que jamais descansou de sentir tudo,
de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
Aqui perdurará o tempo que a vida não me deixou escrever."
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …