Avançar para o conteúdo principal

Promessas

E com o começo deste novo ano, todas as promessas que eu havia feito no ano
anterior pareciam ter ficado por ali, era altura de renovar os "votos" para este
novo ano... Ao que parecia, continuar a ser inconsequente e a agir depois de
tudo correr mal, seria o futuro, seria novamente a forma de levar mais este ano.
À meia noite parecia ser altura de pedir mais um desejo, esquecendo tudo o
que não fizemos pelo desejo anterior, até porque lhe demos um ano de validade.
E nesta noite pedimos outro, só mais um, como se eles caíssem do nada e no
meio de uma "tchim tchim" o universo suspirasse para o nosso desejo... E é
no meio de tudo isto que bates de frente contra tudo aquilo que querias que
tivesse acontecido e não aconteceu... É nessa altura que te dás conta de que
a única coisa que fizeste para que se concretizasse um desejo foi um "tchim tchim".
Se calhar não chega, mesmo que até partas o copo, só para dares força ao
suspiro universal... E dá-mo-nos conta que vamos, ao final de contas ter de
lutar... E foi isso que aprendi, um bocadinho tarde, depois de uma situação mais
complicada que devemos começar a tornar-nos conscientes não só pelo que
pedimos, mas por aquilo que outros pedem, porque não estamos sozinhos!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …

De: Helena Coutinho

"Aqui jaz um corpo que esculpiu palavras.
Aqui jaz o sorriso de quem ousou querer o mundo dos imortais;
os cabelos onde borboletas passeavam liberdade
e as mãos de jardim, onde beija-flores bebiam fantasia…
Aqui jaz a que não temeu sonhar todas as vontades do coração.
Aqui repousa a alma da que jamais descansou de sentir tudo,
de todas as maneiras.
Aqui ecoará, para sempre, um querer, infinito, de poeta.
Aqui perdurará o tempo que a vida não me deixou escrever."