sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ser


Enquanto sou aquilo que sempre fui,
ou a continuidade daquilo que sempre
fui sendo, tu nunca poderás ser o que
nunca foste, a menos que mudes radicalmente
e te tornes naquilo que sempre quiseste
negar, naquilo que prometeste nunca te
tornar... Terás de, por fim, admitir que,
desde sempre, até sempre não passas de uma
pequena imagem do que os outros querem que
sejas... E aí, por fim, desiludirás toda
a gente que quiseste, inocentemente
consciente, agradar com aquilo que não és.
Depois, nesse dia, vais correr atrás de tudo
e todos que foste "abandonando", por nao
corresponderem ao estereotipo daqueles que
te rodeavam... Serás aquela que todos apontam...
Serás a mentira, a farsa, a oportunista...
E, no final de contas, nao tens culpa alguma!!
Afinal todos os que nos rodeiam nao passam
disso mesmo, a imagem que a sociedade lhes
impos... Nao sao mentirosos, sao iguais aos
outros todos. Aqueles que sao diferentes, tendem
a ser melhores, mas tendem tambem a nao ser
nada respeitados e crediveis, eu sei viver com
isso, aprendi desde sempre. Será que um dia
terás essa capacidade, pergunto-me até...
Será que um dia quererás ser diferente? Será?

2 comentários:

  1. Olá Fábio, somos muitas imagens para os outros mas sempre seremos o espelho de nós próprios.
    Beijinho e parabéns pelo blog, voltarei certamente :)

    ResponderEliminar
  2. Sim, mas por vezes, no meio de tantas imagens, acabamos por nos perder inconscientemente. Outros acabam até por se começarem a perder no espelho doutros e acabam por perder a identidade. Beijinho e obrigado, será sempre muito bem vinda por cá*

    ResponderEliminar

Às vezes dá aquela vontade muito miudinha de desaparecer... Desaparecer porque nos resta nada... Não há esperança, não há mais caminhos, não...