Avançar para o conteúdo principal

Ser


Enquanto sou aquilo que sempre fui,
ou a continuidade daquilo que sempre
fui sendo, tu nunca poderás ser o que
nunca foste, a menos que mudes radicalmente
e te tornes naquilo que sempre quiseste
negar, naquilo que prometeste nunca te
tornar... Terás de, por fim, admitir que,
desde sempre, até sempre não passas de uma
pequena imagem do que os outros querem que
sejas... E aí, por fim, desiludirás toda
a gente que quiseste, inocentemente
consciente, agradar com aquilo que não és.
Depois, nesse dia, vais correr atrás de tudo
e todos que foste "abandonando", por nao
corresponderem ao estereotipo daqueles que
te rodeavam... Serás aquela que todos apontam...
Serás a mentira, a farsa, a oportunista...
E, no final de contas, nao tens culpa alguma!!
Afinal todos os que nos rodeiam nao passam
disso mesmo, a imagem que a sociedade lhes
impos... Nao sao mentirosos, sao iguais aos
outros todos. Aqueles que sao diferentes, tendem
a ser melhores, mas tendem tambem a nao ser
nada respeitados e crediveis, eu sei viver com
isso, aprendi desde sempre. Será que um dia
terás essa capacidade, pergunto-me até...
Será que um dia quererás ser diferente? Será?

Comentários

  1. Olá Fábio, somos muitas imagens para os outros mas sempre seremos o espelho de nós próprios.
    Beijinho e parabéns pelo blog, voltarei certamente :)

    ResponderEliminar
  2. Sim, mas por vezes, no meio de tantas imagens, acabamos por nos perder inconscientemente. Outros acabam até por se começarem a perder no espelho doutros e acabam por perder a identidade. Beijinho e obrigado, será sempre muito bem vinda por cá*

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Soltamos das paredes da imaginação o quadros com os sonhos... Caminhamos por caminhos que nunca tinham sido nossos... Deixamos quem éramos lá atrás e retocamos os quatros ainda há pouco desprendidos. Entorpecidos pelo amor, caminhamos enquanto pintamos, sonhamos enquanto caminhamos, construímos enquanto destruímos. Depois de soltos os sonhos, acabam por se prender em quem amamos. Ali, em quem amamos, residem agora os quadros dos nossos sonhos, as paredes da nossa imaginação, os limites da nossa existência. Ali, ali fica tudo o que já fomos e tudo o que gostaríamos de ter sido. Ali, como quem troca para uma casa maior e mais bonita, procuramos uma parede mais perfeita onde possamos decorar a vida.

Mas, quando por alguma razão o amor nos falha e a vida nos ludibria, deixamos de ser quem já fomos. Há muito deixamos aquelas paredes velhas. E há muito que os sonhos que um dia soltamos das paredes já não são os mesmos. Quando o amor nos falha por qualquer razão voltamos sem sonhos, pelo men…

Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendesque amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas …
Morreste-me ali amor... Sei que ainda respiras... Mal, mas respiras... Sei que ainda aí vives... Mas sei que te perdi ali algures onde a vida vira... Fomos tantas e tantas vezes ao limite do ser que nos perdemos para lá do ir... Fomos longe demais procurar o que tínhamos mesmo à mão de ser... Quisemos ser tudo... Quisemos viver tudo, quisemos ter a certeza... E com a certeza de que o amanhã é incerto, guiamo-nos pela incerteza... Perdidos por ali... Fomos morrendo...
Agora, agora vais-me a enterrar quando não restar nada... Quando formos só uma imagem do ontem, um sonho enterrado vivo e morto à nascença... Morremos ali... Aonde a vida vai e nos ficamos... Vamos a enterrar, sozinhos de nós...