Enquanto uns se escondem atrás de uma postura
que não é deles, atrás de uma imagem que os
protege das críticas da sociedade, dos olhos
que nada deixam escapar de uma massa social
que vive à custa das falhas dos que os rodeiam,
outros há que sem qualquer tipo de problema
enfrentam esses mesmos olhos, sem problema
algum em ser "criticado" por essa massa que
se arrasta sem objectivos, sem determinação.
Incluo-me nesses outros, porque felizmente
tenho amigos que não querem mesmo saber
do que os outros pensam deles. E nao querem
saber porque têm a noção daquilo que são e
sabem que sao melhores do que aqueles que um
dias os tentarão criticar. Um bem haja a voces.
São na sua essencia melhores e sabem jogar e
brincar com a falta de argumentos que esses
tais outros têm. Acabam por ridicularizar
quem tenta interferir com a forma como vivem
as suas vidas, porque eles sim, vivem e mais
que isso, vivem a vida deles, vivemos todos.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Sentimentos
"Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos - a ânsia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo. Todos estes meios tons da inconsciência da alma criam em nós uma paisagem dolorida, um eterno sol-pôr do que somos...O sentirmo-nos é então um campo deserto a escurecer, triste de juncos ao pé de um rio sem barcos, negrejando claramente entre margens afastadas."
Bernardo Soares - O livro do desassossego
Espelho
Há pessoas que deviam, em vez de janelas, ter espelhos, para que antes de criticarem o "vizinho" vissem a mer** de vida que têm. Porque dizer a verdade implica responsabilidade, a maioria prefere mentir e viver a vida dos outros.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
A devida educação
Das coisas que mais custa ver é uma pessoa inteligente e criativa, quando nos está a contar uma opinião ou um acontecimento, ser diminuída pela falta de vocabulário – ou de outra coisa facilmente aprendida pela educação.
A distribuição humana de inteligência, graça, sensibilidade, sentido de humor, originalidade de pensamento e capacidade de expressão é independente da educação ou do grau de instrução. Em Portugal e, ainda mais, no mundo, onde as oportunidades de educação são muito mais desiguais, logo injustamente, distribuídas, é não só uma tragédia como um roubo.
Rouba-se mais aos que não falam nem escrevem com os meios técnicos de que precisam. Mas também são roubados aqueles, adequadamente educados, que não podem ouvir ou ler os milhões de pessoas que só não conseguem dizer plenamente o que querem, porque não têm as ferramentas que têm as pessoas mais novas, com mais sorte.
Mete nojo a ideia de a educação ser uma coisa que se dá. Que o Estado ou o patrão oferece. Não é assim. A educação, de Platão para a frente, é mais uma coisa que se tira. Não educar é negativamente positivo: é como vendar os olhos ou cortar a língua.
O meu pai, à maneira de tantos portugueses, chorava quando dizia que Portugal só precisava de “um bocadinho de educação”. Ele pensava que a educação tinha de ser acrescentada. Eu, seguindo a lição dele, choro que tenha sido tirada. Vem dar ao mesmo. A educação é-nos devida. Quem nos paga fica a ganhar com ela.
Miguel Esteves Cardoso
A distribuição humana de inteligência, graça, sensibilidade, sentido de humor, originalidade de pensamento e capacidade de expressão é independente da educação ou do grau de instrução. Em Portugal e, ainda mais, no mundo, onde as oportunidades de educação são muito mais desiguais, logo injustamente, distribuídas, é não só uma tragédia como um roubo.
Rouba-se mais aos que não falam nem escrevem com os meios técnicos de que precisam. Mas também são roubados aqueles, adequadamente educados, que não podem ouvir ou ler os milhões de pessoas que só não conseguem dizer plenamente o que querem, porque não têm as ferramentas que têm as pessoas mais novas, com mais sorte.
Mete nojo a ideia de a educação ser uma coisa que se dá. Que o Estado ou o patrão oferece. Não é assim. A educação, de Platão para a frente, é mais uma coisa que se tira. Não educar é negativamente positivo: é como vendar os olhos ou cortar a língua.
O meu pai, à maneira de tantos portugueses, chorava quando dizia que Portugal só precisava de “um bocadinho de educação”. Ele pensava que a educação tinha de ser acrescentada. Eu, seguindo a lição dele, choro que tenha sido tirada. Vem dar ao mesmo. A educação é-nos devida. Quem nos paga fica a ganhar com ela.
Miguel Esteves Cardoso
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Not Guilty
Muitas vezes sou acusado de me nao importar
o suficiente, de estar distante, de aparecer
pouco, de não ser "sincero", de esconder isto
ou aquilo, mas não, não é bem isso. Às vezes
as coisas mudam, a verdade de hoje passa a ser
a "mentira" de amanhã... Ou se não é, poderia
ser... Às vezes mudamos radicalmente o que
queremos e acabamos por prejudicar alguém nesse
processo de mudança. Bem sei que para quem
entende que tudo deveria ser mais, esta
justificação é muito vaga. Bem sei que podia
encontrar uma justificação mais "banal", do
género, olha descobri há bocadinho que tudo
o que disse era verdade, mas esqueci-me que
afinal não é isto que quero". Eh, seria muito
mais prático, provavelmente nem doía nada e
ficava logo tudo resolvido. Mas nao o posso
fazer, até porque não sei se amanhã não qurerei
o "hoje", como tal, nunca ponho o tal ponto
final que tantas vezes me é pedido, talvez
porque não acredite no fim de muita coisa,
talvez porque não saiba para onde devo ir,
continuo aqui, à espera que o que quero (que
nem eu sei o que é) me bata à porta...
o suficiente, de estar distante, de aparecer
pouco, de não ser "sincero", de esconder isto
ou aquilo, mas não, não é bem isso. Às vezes
as coisas mudam, a verdade de hoje passa a ser
a "mentira" de amanhã... Ou se não é, poderia
ser... Às vezes mudamos radicalmente o que
queremos e acabamos por prejudicar alguém nesse
processo de mudança. Bem sei que para quem
entende que tudo deveria ser mais, esta
justificação é muito vaga. Bem sei que podia
encontrar uma justificação mais "banal", do
género, olha descobri há bocadinho que tudo
o que disse era verdade, mas esqueci-me que
afinal não é isto que quero". Eh, seria muito
mais prático, provavelmente nem doía nada e
ficava logo tudo resolvido. Mas nao o posso
fazer, até porque não sei se amanhã não qurerei
o "hoje", como tal, nunca ponho o tal ponto
final que tantas vezes me é pedido, talvez
porque não acredite no fim de muita coisa,
talvez porque não saiba para onde devo ir,
continuo aqui, à espera que o que quero (que
nem eu sei o que é) me bata à porta...
BRAVEheart
"Sempre quis ser corajosa. Mas a coragem, para mim, era uma definição de não ter medo. Não temer. Sentia que coragem era poder fazer o que eu sempre quis, mas que ás vezes não podia por prudência ou juízo. Mas a vida, aos poucos, foi mostrando que coragem é muito mais que isso, coragem é chorar quando não se aguenta mais, é ter saudades, é pedir colo. Coragem também é desapego quando necessário. Também é expor sentimentos. É poder dizer o que pensa, sem culpa. Coragem talvez seja mostrar quem somos mesmo na realidade, sem pensar no que os outros vão dizer."
Em: http://xio-quase-que-mara.blogspot.com/
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