quinta-feira, 12 de abril de 2012
Não tenho essa coisa de me arrepender de ter gostado e confiado nas pessoas que já me não dizem rigorosamente nada... Foram cruciais para o meu desenvolvimento, ou a falta dele em algumas situações... Mas se me arrependesse teria de admitir que não sei escolher bem as pessoas e não podia continuar a confiar em todas as pessoas em quem confio...
sábado, 7 de abril de 2012
Recordo-me de todas as pessoas que passaram na minha
Sou um bocadinho de ti, um bocadinho de todos, e pouco meu.
vida, como se ainda estivessem presentes, sei que levo
um bocadinho de cada uma delas, sei que cada opção
que tomo, é influenciada por alguém, ou por muita gente.
Toda essa gente que acabou por construir a minha personalidade
e acabo por descobrir que muito do que sou, se deve ao facto
de tentar, embora inconscientemente, se deve a tentar ser
quem tu querias, a ser o que tu sempre procuraste...
Sou um bocadinho de ti, um bocadinho de todos, e pouco meu.
Agora, pergunto-te, se algum dia terias de fazer alguma coisa
para seres quem eu queria, para seres o que eu procurava e
tu acabas por me convencer de que sempre foste quem procurei.
E agora... Agora é tarde... Mas sempre foste quem eu queria...
E eu sempre fui aquilo que tu querias que eu fosse e eu já não
o sou.. Se nos restasse um bocadinho do que quer que fosse
ainda poderíamos ser quem queríamos, sem tentarmos...
sexta-feira, 6 de abril de 2012
É de manhã, sinto o cheiro do teu cabelo molhado a
Tens tudo "preparado", já sabes para onde vamos,
voltar para a cama, sinto o teu calor voltar a encher o
vazio de tudo aquilo que me fugiu quando parti, ouço,
de novo, o teu respirar trémulo de quem tomou banho
a correr para votar para a cama, nunca mudaste...
Acordo por entre todas estas familiaridades e vou
fazer o pequeno almoço, sim, recordei-me de que
odiavas ter de te levantar para o fazer e lá te ouço
preparar para vir para a mesa, sabes que não sou
menino de te servir na cama, até porque os tempos
de te conquistar já voam alto, já não são esses
pequenos nadas que nos fazem ficar juntos uma
e outra vez. Vens, como sempre a saltitar pelo
corredor, tens o acordar mais divertido e energético
que me recordo ter encontrado em alguém.
Deixas fluir todas as tuas vontades e desejos para
mais um dia, sabes que eu não gosto de programar
nada para daqui a muito tempo, até porque foram
esses pensamentos que acabaram por ditar muito
do que não deveria ter sido e muito do que foi.
Tens tudo "preparado", já sabes para onde vamos,
o que vamos fazer de manhã, o filme que vamos ver
à tarde, a viagem que teremos de fazer à noite, quem
poderemos encontrar pelo caminho, onde iremos jantar,
o tempo que poderemos demorar em cada sitio.
De inicio seguimos o teu "plano", depois deixas que
seja eu a alterar-te todos os objectivos, todas as
tuas vontades e acabas, pelo meio de uma ou outra
discussão, a admitir que ainda bem que assim foi e
eu acabo por te deixar continuar com o que querias.
Eh, no meio de tanto, fazes-me falta, às vezes.
E sim, eu faço-te falta, eu ainda me lembro como
gostas de que as coisas não sejam como tu queres
ainda gostas de ser surpreendida por entre os teus
planos, e eu ainda gosto que me imponham planos
apesar de te dizer sempre que não gosto de planos,
sabes que às vezes preciso de alguém, que me guie
pelo meu "caos perspectivado".
E ao fim volto a dizer-te o que tu tanto odeias ouvir
E ao fim volto a dizer-te o que tu tanto odeias ouvir
e tanto sabes que é verdade, eu consigo viver sem
ti, consigo... E pior, tu consegues ainda mais facilmente.
E acabamos sempre por voltar ao mesmo, sempre...
terça-feira, 3 de abril de 2012
Seria só mais um dia por ali, mais um dia de trabalho habitual... Seria... Até
- Entre, não vê que a minha família corre perigo, não sei sequer se estão vivos!
Ninguém diria que perdera toda a sua família numa situação parecida, ninguém diria.
que o inesperado acontece, dentro da loja encontra-se a mão e a recém
nascida. O pai, está cá fora, sossegado, a fumar mais um cigarro, mais um...
De repente, uma explosão, um mar de chamas que se lhe segue, os gritos
dos que por ali passam, o desespero, o medo, um pai desolado e uma familia
envolta nesse cenário de destruição e desgraça. Nada aquele pai poderia fazer,
os bombeiros foram chamados e há um que se adianta a todos os outros.
Ao chegar tenta apoderar-se da realidade, enquanto o pai em desespero o
insulta por nada fazer, acusa-o, ataca-o, critica a sua passividade, o normal.
- Entre, não vê que a minha família corre perigo, não sei sequer se estão vivos!
- Vamos tentar manter a calma, qualquer passo mal dado ditará um fim desnecessário.
Entre uma e outra palavra menos simpática, o bombeiro apela ao bom senso.
Encontra uma estratégia e entra mesmo antes do primeiro carro de bombeiros chegar.
Lá dentro encontra um verdadeiro inferno, mas, sem medo, continua a avançar
para os gritos de socorro que se adivinham da próxima divisão. Chega até lá e
encontra a família do homem que tanto o insultara à chegada. Tenta encontrar uma saída
e lá o consegue a muito custo. Cá fora, a família reencontra-se, enquanto o bombeiro
desaparece sem esperar sequer que o homem que tanto o criticou se desculpe...
Ninguém diria que perdera toda a sua família numa situação parecida, ninguém diria.
Ei, tu
Tu que almejaste grandes amores, não passas de mais um(a)
que por aí anda, incapaz de arriscar um pouco para ter um
pouco mais, tu que por aí te passeias sem direcção, não tens
a coragem de ir para longe com esse medo de te perder, onde
afinal até acabarias por encontrar aquilo por que tanto almejaste!
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